quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Alguns pontos sobre estratégia, gestão e tomada de decisões. - Resgatando os antigos

Chegando o final de semana é hora de resgatar um texto antigo, este é de 2009.

Quando eu estava finalizando a minha pós em administração, compartilhando alguns dados sobre gestão e competitividade, vale o click.


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No Trabalho para conclusão da pós, aprendi bastante sobre estratégia e decisão, vou compartilhar aqui alguns pontos.

1- Não é porque um empresa vende o mesmo produto que você, que ela é sua concorrente. (Apesar das agências de propaganda venderem o mesmo produto, na verdade poucas são as que competem umas com as outras.)

2- Ser a maior, a mais reconhecida, ou dominar a maior parte do mercado não é sinônimo de sucesso. Isto é apenas uma das fases dele. (Uma agência pequena, com dois ou três clientes, pode ser uma agência de sucesso, ter lucro e pagar bem os seus poucos funcionários.)

3- Sucesso é estratégia – defina sua estratégia e siga ela, que terá sucesso. Não defina sua estratégia de ter um produto Premium e comece a crescer brigando por mercado. (Se você definiu ser uma pequena agência diferencial, não gaste tempo indo atrás de vários clientes) Sua ação tem ser condizente com o seu DNA e com o que você deseja – Caso Goiano - Supermercado Marcos = Empresa de Varejo cria estratégia de expansão fora da estratégia deles.

4- Se você é premium, pense bem antes de crescer. Como solução aumente seu preço e estude o mercado. (Sua agência, só porque tem muito cliente procurando, você não precisa pegar todos estes clientes e aumentar seu grupo de trabalho, diminua ou continue com seu grupo e aumente seu preço, se diferencie mais e mantenha sua estratégia de diferenciação. Entregue um projeto a cada 2 meses, mas que sejam projetos diferenciais e que o cliente pague por isto.)

5- Se não é premium pense bem em aumentar o preço. (Se sua agência faz muita comunicação, e busca atender muitos clientes, “fechamos 10 sites no mês”, continue na sua estratégia, ofereça seu produto, tenha uma grande equipe de produção e faça girar )

Agora o máximo – Aprenda que para ter sucesso, você não precisa atender todo mundo.

Meu grupo ficou em segundo na disputa, mas pelo menos aprendemos(apanhando) isto. ;)

Amazon inovando e fazendo diferente do mercado com seu Kindle Fire

Todo mundo quer ter um reader, mas nem todo mundo pode pagar por um IPAD, todos os outros produtos similares são iguais ou mais caros, nisto vem a sacada da Amazon.
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Ontem o mercado digital ficou surpreso com o lançamento do Kindle Fire que é o novo reader da Amazon.

Para quem estava esperando mais um similar de IPAD no mercado, realmente “quebrou a cara”, a empresa apresentou um produto diferente optando por ressaltar variáveis contrárias ao que fazem o IPAD um sucesso.

Se você observar o mercado de Tablet, as principais empresas como a Samsung, LG e outras desenvolvem seus projetos sempre focando no IPAD, buscando entregar um produto com as vantagens similares do produto da Apple e não está dando muito certo.

Já o Novo Kindle Fire aposta em outros fatores para criar um novo mercado dentro do segmento de tablets, começando pelo preço de U$ 199,00 que é muito baixo, seguido pelo tamanho de 7 polegadas e o banco de livros e serviços da Amazon que é o maior e-commerce do planeta.

Eles conseguiram se livrar da tentação de criar um clone sem brilho do IPAD.

O aparelho não tem câmera, conta com uma tela pequena e não tem processamento robusto, mas cumpre sua função de ser um reader, uma central de mídia para pequenos aplicativos/jogos e por um custo mais acessível que os U$ 500 dos similares no mercado.

O legal disto tudo é o exemplo de como inovar no mercado identificando usuários que não estão sendo atendidos pelos produtos disponíveis e criar algo novo.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Índice de Engajamento – Aprenda sobre métricas para redes sociais e use o dado definitivo para saber se suas ações sociais estão realmente valendo alguma coisa.

A melhor métrica do mundo é o clique/compra, mas nem sempre conseguimos monitorar por completo, o momento que o usuário recebe a ação até a hora que ele compra.

Por isto, levar em conta outras métricas é algo imprescindível para saber a qualidade de seu projeto.

Quando falamos de redes sociais existem algumas métricas que as empresas utilizam, são elas: números de seguidores, respostas geradas e outras.

Todas têm o seu valor, mas acabam que não fornecem um dado seguro de que realmente aquela ação está convertendo em algo positivo para a empresa.




Abaixo irei listar apenas algumas das principais:

Post Gerados: A agência pode estar gerando 20 menções por dia, mas quantas pessoas estão realmente lendo aquilo? Aquela informação está sendo interessante?

Na verdade, eu nem considero menções próprias como métrica, mas tem gente que usa isto como justificativa de investimento.

Usuários: A quantidade de usuários que é uma das métricas mais utilizadas pelas agências, mas ter mais seguidores realmente significa algo para a marca? O perfil está lotado de pessoas, mas e de consumidores dos produtos da empresa, tem pelo menos 1 por ali?

Outra métrica que não considero relevante, a quantidade de usuários é algo importante sim, mas como meio para conversão, se minha audiência é maior tenho mais chance de vender. Agora se mesmo com uma grande audiência não vendo nada, é melhor arrumar outros seguidores.

Respostas Geradas: A quantidade de menções é um pouco mais difícil de conseguir, mas já é uma métrica mais profissional, ela representa as respostas dos seus seguidores as suas ações geradas nas redes. Um post no Facebook teve quantos likes? Seus textos nos blogs foram comentados no Twitter? E suas promoções tiveram a participação de quantas pessoas?

Novamente esta métrica sozinha também não se sustenta, apesar de ser importante, pois são clientes que estão se relacionando com a marca.

A falha dela está na estatística de comparação, que é justamente o ponto que entra a última métrica:

Índice de engajamento: Por exemplo, tenho uma rede com 10.000 usuários e 200 respostas de usuários mensais, agora, meu concorrente tem 1.000 seguidores e as mesmas 200 respostas mensais.

Assim, relacionando estes dois fatores: usuários/respostas é possível saber qual a rede que os usuários estão mais engajados, que neste exemplo, é o do concorrente.

Este é um dado muito interessante principalmente para os gestores de marketing que não sabem como cobrar resultados de suas agências. Peça o índice de engajamento, pois não adianta gerar muitos posts/conteúdo ou ter vários seguidores se os usuários realmente não estão participando em conjunto com sua marca.

Faça também um benchmarking com seus concorrentes, para saber o nível de engajamento das redes deles, para ter um dado inicial de onde sua marca pretende chegar.

Novo Facebook e a jogada do Auto-Share – “Nerd Zuckerberg” quer dominar o mundo.

Semana passada o mercado de internet ficou agitado com os anúncios das mudanças no layout do Facebook, começou também a reclamação entre os usuários, acostumados com seus itens em determinados locais.

Mas para você que trabalha com isto e não pensa como usuário, o que estas mudanças significam?

As mudanças no layout do Facebook representam um reforço no posicionamento da empresa que deseja que as pessoas passem a compartilhar todos os momentos de sua vida, mas agora, com as mudanças a ideia é que este compartilhamento se torne mais fácil, quase inconsciente.




Já existe no mercado a chamada “Lei de Zuckerberg” que fala que as pessoas compartilham o dobro de links a cada ano. Se você compartilhou 100 links ano passado, no próximo serão 200 e assim vai...

Agora a tendência deste compartilhamento é aumentar com a jogada do Auto-Share.

Você lê, você vê, você ouve, você compra e todo mundo irá saber disto no seu mural da rede social.

Linkando o Facebook ao programa de música Spotify, basta ouvir menos de 10s de uma música que você já terá compartilhado com seus amigos e se eles clicarem e ouvirem, o sitema também compartilhará. E isto vale para diversos outros aplicativos de filmes, jogos e mensagens que terão esta função de auto-share.

Assim, todo mundo que conheço no Facebook terão agora um registro corrente de minha vida.



Privacidade zero e timelines carregadas de coisas inúteis.
Tudo isto parece um inferno.

Isto sem contar a venda de dados de gostos e comportamento das pessoas que representa uma boa fatia do faturamento da empresa e que com certeza aumentará.

Para as empresas, parece que as menções para fãs da página estão desaparecendo das timelines dos mesmos, apenas aquelas que pagam, tem mais relevância?

Esperto este nerd.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Resgatando os antigos - Espiral Positiva do Mercado

Texto de 2009, falando um pouco sobre o mercado de digital por resultados no começo e em mercados menores como o nosso de Goiânia.

Elementos comuns no início que eram, pouca gente acumulando várias tarefas, dificuldade para vender uma gestão social e o paradigma no mercado.


Vale a leitura.

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Esta semana está difícil parar e escrever algo no blog, e olha que se tivesse um tempo... escrevia aqui todo dia.

O mercado goiano de internet está dando um "up" bem legal, semana passada e nesta fechamos alguns projetos, iniciamos a atender como agência alguns clientes, oferecendo o diferencial de colocar interatividade no centro da estratégia.

O próprio mercado pede esta mudança, tem cliente que já fala que está cansado de pagar caro por jornal e receber pouco, enquanto o pouco que ele faz na web gera um retorno mais perceptível.

Uma real integração, colocando a interatividade no centro e usando os outros meios apenas como suporte, isto quando necessário.

Não existe mais meio on-line ou off-line, existe interação. E a real integração está em usar um meio chamando para o outro e contando uma estória. Não existe esta de agência 360°, como diz o Alphen,

O mercado está receptivo a fazer, mas ainda não está à pagar o que vale, devido ao próprio tema do post de hoje. Pagando menos a gente não pode ainda bancar uma grande equipe, do jeito que tem que ser.

Eu divido meu tempo entre prospecção, (que gosto muito), planejamento (sou bozinho nisto ;p), geração de conteúdo (bloguero - quebra galho) e mídia online(outra parte q sou viciado).... ah, e ainda tem a gestão de projetos, que sério, toma muito tempo e eu não tenho paciência.

Ou seja sobra tempo para nada, mas é aquilo, você aprende muito, fica realmente bom. Isto é a parte interessante de trabalhar em pequenos grupos. Só não faço produção e layout, pois não tenho habilidade para isto.

Queria trabalhar com uma equipe maior, mas agora que estamos saindo de uma espiral negativa que dominava a área web.

O mercado é um ambiente, cada ação de uma empresa, ou outro participante qualquer, tem um efeito, não apenas na relação empresa-cliente, mas em todos os participantes da cadeia.

O que chamamos de espiral negativa é a realização de uma série de eventos que puxam a mudança do mercado para baixo.

Por exemplo, uma empresa deseja fazer um site, nisto aparece alguém que cobra "o completo" por R$500,00 , esta empresa passa a ter seu espaço na web e divulgar para os "conhecidos", assim um amigo também empresário, deseja fazer um site, mas ele quer melhor, irá fazer com uma "empresa", mas o melhor dele é no máximo R$ 1000,00.

Resumindo, assim a ação do primeiro indivíduo afetou o mercado como um todo, nivelando o preço para baixo, e como o mercado joga um preço médio baixo, manter um equipe completa, com bons profissionais torna-se muito díficil

A idéia é sair da Espiral Negativa e colocar o mercado em uma Positiva, ou seja fazer ações que no mercado tenha um saldo positivo.

Alguns poucos falam que sou arrogante, com minhas idéias, mas esta forma de quebrar pre-conceitos é necessaria, falando de" sites folders", "ctrc/ctrlv", "achismos" e outros e repetindo "over e over", pois não afeta apenas a empresa e seu cliente, afeta o mercado como um todo.

Vamos a um exemplo prático: Uma agência tradicional realizou um site para um cliente, pegou o belo material gráfico e realizou várias animações em flash no site, com diversos elementos e recursos. Ficou lindo e o cliente também gostou, a agência entrega o projeto e deixam lá algum tempo. Passado alguns meses o cliente volta, falando que o site estava ótimo, mas não estava dando o resultado esperado, pois era pesado e diversos outros fatores.

Ou seja, este é um cliente que investiu pesado e não teve retorno, ele vai achar que internet é gasto e ainda vai espalhar para seu networking que pagar muito por site é "furada", melhor ficar no de R$500,00 mesmo. Ou seja voltamos para o espiral negativo novamente...

Então quando sou chato, falo de folder ou dos trabalhos fracos, não estou falando mal, é pq seu trabalho mal-feito afeta o mercado, não deixa eu formar minha equipe de interativos. ;p e também não vou precisar trabalhar os traumas dos clientes, com projetos web passados.

Para mudar: sabe aquele site de R$500,00 que você fez e nunca mais viu o cliente??, chega nele, pergunta se deu resultado, ele vai falar que não.

Investe um tempo seu, dá uma melhorada, estuda, procura formas de gerar fluxo e converter em vendas e depois pergunta pra ele se melhorou, se ele falar não de novo, volta e faz o processo novamente....até ele chegar em você e falar: "nossa, o que você fez??, estou recebendo muitos contatos vindo do site. o que mais você acha que a gente deve fazer? "

Isto já é um cliente que acredita em internet, e isto afeta positivamente o mercado.

Pense nisto, me ajuda, que estou cansando de ser o chato, ;p.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Não adianta só falar é preciso mostrar que fez e trouxe resultados.

Para quem atua na comunicação, em qualquer área, o currículo tem seu peso, mas o importante mesmo é o portfólio de ações desenvolvidas.

Não falo aqui da pasta com um monte de layouts, este é um conceito antigo, principalmente para quem trabalha com digital.

Nossa pasta evoluiu para um conjunto de cases. Precisamos mostrar para o mercado os resultados gerados de nossas ações e não apenas descritivos de como ela foi executada.

Problema –Solução adotada - Resultados

Os próprios anunciantes quanto procuram uma agência querem saber o que aquela já fez dentro do segmento e o qual o efeito no faturamento da empresa.

Aqui no blog falo bastante de digital como fazer algumas ações e os melhores caminhos, mas acredito que muitos leitores sentem falta de algo mais prático, mostrando como aplicar o que falo aqui e que resultados esperar.

Unindo um pouco de teoria e prática vou começar a colocar alguns cases:

Este foi um projeto que desenvolvemos na Agência i3 que tinha como objetivo lançar uma nova presença online para a empresa.



No link você encontra um descritivo completo.
http://www.agenciai3.com/site/2011/09/tem-lugar-pra-todo-mundo/

O projeto ainda está na fase inicial, mas já colhemos alguns resultados.

Assim, o mercado está evoluindo e mais exigente, não adianta só encher suas timelines falando de marketing, ou tendências sem mostrar para o mercado os projetos entregues e não só isto, é necessário colocar também os números de resultados.

Não é preciso estar em uma agência para fazer isto, às vezes uma festa, um evento acadêmico ou até seu site são ótimas oportunidades para mostrar suas ações digitais e que resultados elas geraram.

Já me perguntaram várias vezes sobre algumas pessoas do mercado que falam sempre de marketing digital e parecem conhecer bastante do assunto, mas se eu conhecia algum projeto executado.

Isto acontece muito não só comigo, por isto repito, é necessário divulgar tudo que você faz. Tem muita empresa procurando profissional na área.

Se você nunca fez nada, ou os projetos que tem ainda não estão legais, procure mais projetos para executar, que uma hora vai sair um super case que vale a pena divulgar.

Obs - Apenas não invente estórias em seu case. È muito fácil saber se uma ação deu resultado mesmo ou se é apenas conversinha.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Como a tecnologia está mudando a sociedade - Da informação para a ...

Hoje estamos vivendo uma mudança radical na sociedade e por estar inserido nela não percebemos.

A evolução da sociedade é definida em períodos que chamamos de eras, atualmente acredita-se que estamos na Era da Informação, que começou no começo de 90.

Mas para alguns autores esta "ERA" está acabando e estamos entrando em outra que ainda não possui muitas definições.

Gosto bastante da linha de pensamento do Pierre Levy e outros autores como o Carlos Nepomuceno http://nepo.com.br aqui do Brasil, que falam que está nova fase da sociedade é diferente das anteriores que tinham um foco mais econômico.

Antigamente, a sociedade evoluía suas formas de gerar valor e assim surgia uma nova "ERA", mas a atual mudança que estamos vivendo, segundo estes autores, é mais cognitiva.

Esta é uma mudança mais profunda, pois afeta a relação entre as pessoas e a forma como enxergamos o mundo.

Para ilustrar isto vou usar um infográfico que vi hoje no site: http://gigaom.com Ele mostra como mudamos a forma de fazer negócios nos últimos 5 anos. Alguns pontos são realmente surpreendentes.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Empresas pentelhas na internet - Fuja do “Bom Dia!!!”, o usuário não dormiu com a sua marca.

Você está em um churrasco com seus amigos e chega um conhecido qualquer querendo vender um shake de emagrecimento para você, que naquele contexto não te interessa.

Você está indo para o trabalho atrasado e alguém te puxa pelo braço na rua para apresentar um revolucionário aspirador de pó.

Estes são alguns exemplos de situações chatas, em que não só não compramos, mas também ficamos
com uma experiência negativa da marca e do produto.


A razão disto é que para qualquer processo de venda é necessário que o consumidor esteja dentro do contexto e tenha necessidade daquele item.

Se desejo comprar um tênis, racionalmente ou instintivamente, todas as propagandas deste produto terão minha atenção, agora, se não o desejo, as comunicações serão invisíveis .

Qualquer marca e produto que forçar a comunicação, me incentivando a comprar algo que não quero naquele momento será vista como uma empresa “pentelha”.

Na mídia tradicional e até em alguns exemplos da interativa, desenvolvemos uma habilidade para ignorar o que não nos interessa de uma forma bem objetiva.

Banners, links, outdoors e anúncios de TV, rádio entre outros passam despercebidos para a grande maioria das pessoas.

O problema real só acontece quando falamos de redes sociais, estas são um pouco mais complicadas.


Quando um usuário monta seu perfil, ele sai adicionando amigos, conhecidos e pessoas que lhe interessa ou admira. Com o tempo ele adiciona algumas marcas também, seja para ganhar algo ou, pois se identifica bastante com a mesma.

A invisibilidade de mensagens que acontece em outros meios, não é a mesma das redes sociais. O que o usuário bota para dentro do seu perfil terá sua atenção, seja parcial, ou integral.

Sem invisibilidade é necessário tomar um sério cuidado com a quantidade de impressões geradas pela marca.

Regras da mídia tradicional como quantidade de entregas, número de mensagens diárias e outras, não se aplicam a este meio.

O usuário de uma rede que recebe menções da empresa nem sempre estará interessado no produto da mesma, receber uma ou duas frases de venda por dia é até aceitável para alguém que fez o opt-in, mas o que observamos é que nem sempre é assim.

Tem perfis corporativos que geram umas 10-20 mensagens por dia, algumas vendendo e outras oferecendo conteúdo inútil, apenas para aparecer na Timeline do consumidor.

A pessoa recebe 20 mensagens de produto no dia, sendo que na maioria das vezes não está interessada no produto, tudo isto sem invisibilidade.

Algo que era para ser positivo passa a ser negativo e muitas vezes a empresa não consegue monitorar os efeitos desta ação, persistindo no erro, queimando sua marca como uma empresa chata, inconveniente e que só fala besteiras.



Alguns pontos que podem ajudar antes de gerar conteúdo empresarial na rede:

1- Lembre que na era da internet, menos é mais. Fale menos, mas quando falar que seja algo relevante. Quem falou que tem que ter 30 menções/dia, se só 2 realmente tem valor?

2- A mensagem gerada é realmente útil para os usuários, não para empresa. Se não, melhor ficar calado.

3- A mensagem gerada realmente entrega alguma diversão para o usuário que ajudará na venda. Se não, melhor ficar calado, o usuário tem outros canais para ler piadas.

São coisas simples, que às vezes esquecemos, mas para a relação consumidor e empresa fazem um bem enorme.

Obs: - Fuja do “Bom Dia!!!”, o usuário não dormiu com a sua marca. Lembre – menos é mais.


Aqui na agência criamos o termo "potoca" para nos policiar; "Diga não a potoca." "Estamos potocando d+" entre outros termos.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Resgatando os antigos - 2 anos atrás quando ninguém nem falava interatividade em Goiânia - 6 conselhos para o futuro da comunicação ....

Hoje é dia de resgatar um dos textos antigos. Neste fui lá em 2009, quando existiam apenas produtoras em Goiânia e lutávamos para fazer uma comunicação digital, além do site institucional e da compra de banner.

Junto com alguns poucos, iniciamos este movimento de profissionalização do digital aqui em Gyn e tenho orgulho disto. Vale a leitura, para ver como foi o começo do que hoje já está comum nas nossas estratégias.

_________________ Post de Setembro de 2009.

Quero começar este post com uma apresentação do @lent em que ele apresenta alguns pontos de sua visão sobre o digital.

Este são os seus seis conselhos, discordo um pouco do 1° pois acredito que o futuro já começou, mas concordo que devemos entender o modelo atual. Para questionar algo é preciso entender muito dele.

Seis conselhos do @lent
1- Conheça como funciona o negócio hoje, o futuro ainda não chegou.
2-Conheça como o negócio vai funcionar amanhã, o futuro chegará
3-Pela primeira vez em décadas o mercado está mudando, isto assusta quem está ai, mas cria novas oportunidades.
4-o jovem conhece melhor e está mais acostumado com o novo, use isso a seu favor
5-Aprenda com os mais experientes, invente o novo, crie novas áreas.
6-Incentive a inovação, a mudança é nosso sangue vital, a estagnação é nosso canto fúnebre.





Outro ponto que gostei na apresentação é que no futuro, a base da comunicação será a interatividade, ou seja, as empresas trocarem informações com seus consumidores, os veículos produzirem conteúdo a partir dos próprios leitores. E não como hoje, nesta via em que apenas um fala, apenas um é criativo.

As agências precisam ser mais interativas, colocar ações interativas no centro da estratégia e usar os outros meios apenas como auxilio.

Aqui em Goiânia já plantamos esta semente.
Nesta semana... já iniciamos a atender a conta total de um cliente, com o foco em interatividade. Isto é mudança, isto é possível.

Focaremos em oferecer conteúdo para os clientes de uma das marcas mais conhecidas do mercado, pois realizamos uma pesquisa e os clientes querem saber mais e conhecer os detalhes desta empresa.

Então não existirá um site institucional, a empresa contará apenas com um blog , apostando em algo que poucas empresas fazem, vamos gerar conteúdo semanalmente sempre perguntando para os clientes o que mais lhe interessam.

Pode parecer arriscado, mas é o futuro.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Qual a primeira tática de sua estratégia de redes sociais? Como construir sua audiência ou “encher o canal”.

Social media está em alta dentro do mercado digital. A maioria das empresas leva em consideração este novo espaço nas suas campanhas e várias outras começaram a investir, testando para ver o que acontece.

Desta massa de empresas, poucas realmente tiram algum proveito financeiro de seus perfis ou ações sociais e muito disto é causado por pequenos erros.


O que mais se fala na internet é que para investir em redes sociais é preciso objetivo, saber o que a empresa quer com seus perfis online, também é importante definir o público que a empresa vai se relacionar e escrever uma pauta de conteúdo que atraia estes usuários.

Tudo isto gera um resumo da sua estratégia e tem muita marca fazendo isto tudo, mas mesmo assim, não está conseguindo muita coisa com suas redes.

O que acontece é que apenas colocar um perfil no ar, chamar algumas pessoas para seguir e esperar que outras venham pelo efeito do conteúdo é algo muito utópico.

Para que seu perfil “comece” a ter alguma relevância você precisa construir uma audiência de pessoas interessadas no que você fala, e isto deve ser a primeira ação de qualquer estratégia com foco em redes sociais.

Ações de “Encher canal”

100 pessoas não é nada, 500 também não, um perfil só começa a ter uma conversa após seus 5.000.

Não estou falando besteira, este teste é fácil de fazer. Entre no Facebook ou Twitter e vá em um perfil de uma marca grande com seus 10.000+ seguidores depois vá na em outra com menos de 1.000.

A taxa de engajamento e respostas ao que é falado é infinitamente maior. Leva isto para um e-commerce também, a taxa de vendas vindas dos perfis passa de zero para alguns milhares.

Agora também é preciso cuidado nisto, encher canal apenas por encher não é o caminho, é importante abarrotar os perfis sim, mas de pessoas interessadas no que a empresa quer vender.




Aqui vão algumas táticas:

1- Não crie perfis sociais para campanhas ou produtos de curta duração – um erro comum que se observa no mercado é o de empresas criando perfis para campanhas de um mês ou para produtos que só terão 6 meses de vida.

Isto é um desperdício de audiência desnecessário, leve seus usuários para perfis que você vai gerar conteúdo por muito tempo, que seja o institucional da marca, ou outro, mas que não acabe depois de um prazo. Clientes que seguem marcas na internet são ativos desta empresa que são difíceis de conseguir e devem ser cuidados.

2- Promoção bem estruturada e segmentada – Para iniciar a divulgação de qualquer perfil social nada melhor do que uma promoção, mas está não pode ser apenas dar um prêmio qualquer e esperar os seguidores.

Definir bem seu seguidor desejado, oferecer um prêmio que seja interessante para ele e comunicar isto por outros meios é um bom caminho para trazer pessoas que seguiram o perfil pela promoção naquele momento, mas que num futuro próximo se tornem consumidores da marca.

3- Formadores de Opinião – Indicação de pessoas que são relevantes nas redes ajudam a conseguir mais seguidores para o canal, mas também é importante, assim como na promoção, definir quem é o publico e se aquela pessoa publica é seguida por possíveis consumidores da marca.

4- Me siga que te sigo – Esta vale bastante para o Twitter e é utilizada por todo mundo, mas não é muito produtivo sair seguindo todo mundo ou participar daquelas redes de usuários que seguem apenas para ter seguidores, isto não vai adiantar muito.

Siga possíveis clientes e ser suficientemente interessante para que estes te sigam de volta. Por exemplo, se meu perfil é de jovens do sexo masculino que gostam de esportes, posso usar uma destas ferramentas que filtram termos que usuários estão falando e seguir aqueles que falam de futebol, oferecendo em minhas postagens descontos em bolas ou chuteiras.


5- Divulgação -
As pessoas precisam saber que existe este canal de relacionamento para a marca e nisto vale tudo, divulgar o canal nas peças off-line da empresa, no email marketing, no ponto de venda e onde mais for relevante.

Sendo sincero, gerar tudo isto não é fácil. Fazer redes sociais como usuário, todo mundo faz, agora gerar lucros para empresas envolve um maior profissionalismo.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Como inovar no marketing digital - deixando o "Como?" e buscando o "Por quê?".

Hoje estava vendo uns vídeos antigos do Luli Hadfarer que é professor da USP e está entre os grandes pensadores de digital do Brasil.

Quem está no mercado muitas vezes tem certo preconceito com a academia ou esta parte teórica da comunicação, não podemos ser absolutos, existe muita coisa boa no meio acadêmico.

Está certo que tem muita gente dentro das faculdades produzindo material sem serventia nenhuma, apenas para seu próprio ego, mas isto é comum também no mercado, onde tem muita gente fazendo coisa errada.

A academia é importante, pois ela fornece algo que as vezes na correria do dia-dia de entregar projetos nem prestamos atenção que é o "por quê?".

A maioria das pessoas estão atrás apenas do "como?":


Como inovar? Título deste post ;p.
Como conseguir seguidores?
Como planejar?
Como gerir redes sociais?

Mas esquecem de ir atrás do "por quê?"

Por que a sociedade está mais conectada?
Por que as pessoas usam tanto redes sociais?
Por que eu tenho que planejar?

Adquirir este conhecimento do "por quê?" é o que diferencia o pessoal do mercado que está gerando campanhas diferentes e inovando, dos outros que estão apenas repetindo o que viram em algum lugar.

Se você lê um texto como este que começa com "como",você não irá inovar, irá apenas seguir um passo de alguém que fez algo antes de você.

Agora, se você tem o conhecimento do "por quê" e das mudanças que estão ocorrendo na sociedade, você irá gerar ações inovadoras, entregar resultados, ganhar prêmios e ainda escrever muitos textos com "comos" para outras pessoas.

Os profissionais que conheço que mais entregam ações digitais diferenciadas são também aqueles que mais compartilham conhecimento em seus blogs e sites.

Abaixo alguns vídeos do Lulli que ele fala um pouco disto, vale o click.





segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Resumindo Digitalks Brasília em 2 termos: “Palavras Chaves” e “Números”.

Dia 1° de setembro tive a oportunidade de ir a Digitalks Brasília para um dia inteiro de palestras.

Com inicio as 8:30, só saímos de lá depois da 19:00. Um “combo” de conteúdo digital de muito valor, pois o evento contou como vários palestrantes de quase todas as áreas.

Isto é muito bom, pois confirma que a cada dia que passa, nosso segmento cresce e se profissionaliza mais, fragmentando-se em empresas especialistas.


Temas como: email marketing segmentado, redes sociais, métricas, conteúdo, SEO, e-commerce e outros foram abordados em palestras separadas com especialistas naquele assunto e para finalizar, uma mesa redonda na tentativa unir estas áreas em termos comuns do digital.

Neste post vou tentar unir um pouco de todas as palestras em conceitos que observei de comum nas falas de todos que estavam lá compartilhando conhecimento e deste resumo surgem dois termos.

“Palavras Chaves” e “Números”


Que o jeito de fazer marketing digital é diferente do que estávamos acostumados no meio tradicional todo mundo já sabe, mas poucos conseguem definir esta diferença de forma fácil e estes dois termos são um bom começo para isto.



Independente se sua ação é social-media, geração de conteúdo, email marketing, SEO ou outra, se é digital estes dois termos devem estar presentes e de forma relevante, se não é apenas “oba-oba”.

Aqui vamos a alguns exemplos:

Palavras Chaves = no digital é preciso passar informação rápida incentivando a ação do usuário, para isto é preciso usar poucas palavras, mas que tenham muito conteúdo e para isto serve as palavras chaves.

Um planejador digital precisa fornecer para sua equipe quais palavras convertem mais para aquele publico e como estas palavras devem ser apresentadas para gerar mais resultados.

Um redator de internet precisa saber usar palavras chaves de forma correta no texto para atrair a atenção para o seu post e melhorar o rank do site em buscadores. Chamar para a ação naquele email marketing ou nos 140 caracteres de Twitter.

Um programador deve facilitar para que estas palavras sejam visíveis aos buscadores e aos leitores.

Um designer de interface deve saber dar o foco nestas informações para que o usuário não se perda como também o clique.

Técnicas e Desafios de SEO
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Números = publicitários que não gostam de números não trabalham com digital.

Com a evolução diária das métricas e dos caminhos de navegação e possível mensurar todas as ações dos consumidores no ambiente digital, definindo caminhos corretos a se tomar e armadilhas a se evitar.

Um planejador digital deve “comer” números, esta área dentro da agência é a que mais está mudando com esta evolução das métricas. A responsabilidade deste profissional é maior, pois a falha da ação é a falha do planejamento.

Planejamento ruim gera ações de pouco resultados, cliente insatisfeito e apenas através das métricas é possível prever o futuro. È necessário entrar em um ciclo: repetindo o que foi bom e eliminando o que não gerou resultados, sem deixar de trazer coisas novas.

Um redator
também precisa de números, a partir das estáticas dos posts mais lidos é possível definir que assunto o usuário da marca mais se interessa e se aprofundar nele, os Tweets que geraram melhores cliques também devem ser repetidos.

O programador deve coletar números de navegação e perfis de usuários para entregar a melhor experiência, não adianta usar tecnologias pesadas para pessoas que usam hardwares de pouca potencia.

Entre outros exemplos.

Para finalizar, fica claro que independente de sua função ou área dentro do digital, estes dois termos devem ser comuns ao seu dia-dia, pois são bases e não adianta querer fazer o máximo sem entender a fundação.

Ilustrando este post tem algumas das apresentações e vídeos do dia, para mais clique aqui.