quinta-feira, 30 de junho de 2011

Em Cannes 2011 – Um pouco do novo jeito de fazer propaganda. Ganha mais quem engaja mais. Sai as ideias e entram os ideais.

Olhando os vídeos cases das campanhas que levaram as maiores premiações em Cannes fica clara uma nova realidade para a publicidade.

Se antes criávamos uma “big idea” para cativar as pessoas e levar elas a comprarem os produtos.
Hoje as grandes campanhas deixam de criar ideias para inflarem “ideais” e levarem um maior engajamento das pessoas, para que estas virem mídia também.

Vem a substituição das ideias pelos ideais.

Isto fica claro nesta campanha de um chocolate da Romênia:


Uma campanha de sucesso é mensurada pela capacidade que esta teve de engajar pessoas a levarem a mensagem para os lugares mais inusitados, sem depender de compra de mídia.

Outro exemplo de geração de engajamento foi o GP de integrated que uniu mídia externa com internet e um game social.



Por último um case do Brasil, que não foi feito por uma agência, mas por um coletivo de criação, ou seja, como sempre falo, eles não tem ênfase em comprar mídia, por isto colocaram a internet como centro do projeto.



Enquanto isto nossas agências ganham bastantes prêmios na velha forma de fazer propaganda, mas a pergunta é.... até quando?

terça-feira, 28 de junho de 2011

Entenda a diferença entre “ funware ” e “ gamefication ”

Dois temas fortes que estão em voga na publicidade americana como tendências para 2012 e frente é o funware e o gamefication.

Para entender melhor o que é cada coisa e não fazer bagunça na cabeça:

Funware – o nome vem de “FUN”, ou seja, “divertido” o conceito nada mais é do que deixar as coisas mais divertidas, ou colocar entretenimento em segmentos tidos como sérios.



Esta tendência não é limitada apenas na propaganda, mas pode ser aplicada na educação, negócios, politica e tudo mais.

Sendo um reflexo claro  da nova geração Y que consegue aliar trabalho com vida social e diversão esta tendência é muito forte nas novas empresas de internet, em novas práticas educacionais e também vem ganhando força na publicidade.

Gamefication – é uma área que aproveita o conceito de funware levando diversão através de dinâmicas encontradas em jogos eletrônicos.

O desafio de jogar é sempre interessante e atrativo. Colocar uma dinâmica de level, badges ou pontos em uma matéria de escola, compra de produtos ou outros, realmente desenvolve um maior interesse entre os participantes.



Na nossa sociedade já são vários os casos de ações que usam o gamefication para gerar maior interatividade, por exemplo, o programa de milhas das companhias aéreas que atraem um público através da troca por pontos e um exemplo de gamefication de sucesso.

Por serem dois temas em desenvolvimento, ainda existem muitos lados nublados, principalmente na questão de como aplicar nas ações de comunicação das empresas, que não tem muito a ver com fazer advergames como alguns pensam.

È algo para ficar de olho. o/

Blog sobre o assunto: www.gamification.co

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Entenda Brasil em Cannes – Show nas velhas mídias e vergonha nas novas.

Quem acompanha as notícias sobre o maior evento de publicidade do mundo, está por dentro do feito positivo brasileiro em categorias como Print, Tv e outras mídias antigas, mas em paralelo a isto, nas categorias recentes que abordam as novas mídias, o resultado é bem negativo.

Nosso digital leva surra de japoneses, europeus e até dos argentinos, apesar de sermos um dos povos que mais utilizam estas ferramentas, nossa publicidade digital é sem brilho.




Eu não me considero um publicitário normal, por isto, não dou peso para premiações, mas Cannes, querendo ou não, serve bastante como um termômetro do mercado publicitário.

O que se fala em Cannes é tendência para o próximo ano e o que mais se falou como também os prêmios mais disputados são do DIGITAL e sua integração.

Não falo aqui que todo o Marketing deve ser digital, pelo menos não por agora (no futuro vai ser inevitável), mas o investimento na área do Brasil é de míseros 4%, enquanto nos EUA já estão em 30% com previsão de 40% para 2012.

Tudo na vida é preciso praticar para ser bom, e no caso do Brasil, fazendo tão pouco (4%) vai demorar um pouco para ficarmos bom .




Agência brasileira fatura BEM mais fazendo anúncio de jornal e TV que criando algo na web, nosso modelo único de publicidade permite isto.

Enquanto argentino não ganha em mídia e sim pela idéia, ele consegue usar digital melhor que o brasileiro que sabe que seu ganho está diretamente ligado a quantidade de inserções e publicações .................. e ninguém quer deixar de faturar menos.

Isto acaba que é bom, nós nativos digitais brasileiros temos  mais desafios ralando e participando desta escola de fazer muito com pouco e também crescemos o bolo 2% ao ano. Quem sabe em 2030, 2035 Brasil será #fera também no digital de Cannes.

Vai demorar, mas vai chegar.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Webwriting - “Usuários não lêem na web”.

Mais uma da série que resgata textos antigos deste blog, conteúdos com um ano de publicação, mas que ainda possuem algo relevante, ou não ;D.

Na primeira parte deste manual, falamos um pouco da Cauda-Longa que rege boa parte do movimento nestas redes tecnológicas.

Pra pensar.....
Como um bom velejador que não impõe sobre o mar a sua vontade, mas utiliza a força da natureza para chegar a seu objetivo. O profissional de web não impõe seu desejo sobre a rede, mas aproveita o próprio movimento para chegar aonde deseja.


Vamos agora para a próxima fase?

Falamos um pouco de conteúdo e o foco agora é a Estrutura:

“Como os usuários lêem na WEB: eles não lêem.”
Jacob Nielsen – Papa da Usabilidade



Afirmação bombástica?

Ok, mas é realidade. O leitor de web não lê da mesma maneira que um leitor de livro, jornal ou revista. A leitura de palavra por palavra ou de parágrafos curtos por parágrafos curtos é totalmente substituída pela BLOCOS por BLOCOS.

Para entender esta diferença basta voltar ao texto anterior. Se na época da escassez física, a informação era pouca e o tempo para ler era maior. Hoje, na abundância das informações via bytes, o conteúdo é muito e o tempo para ler é curto.

O usuário web então se tornou mais seletivo, mais impaciente e principalmente um arrogante. Sua página na web não é nada para ele, você tem menos de 3 segundos para chamar a atenção, pois existem milhares de outros espaços que oferecem o mesmo conteúdo.

A leitura por Bloco funciona como um máquina de XEROX, o usuário passa o olhar e pega a "imagem" do parágrafo, mas o que ele realmente entende são apenas algumas poucas palavras. Seja duas na primeira linha, uma na segunda e a partir disto monta o significado.

Neste ponto que entra a ESTRUTURA. o/

Vamos pedir licença às professoras de redação do ensino médio e aquela fórmula pronta do:

Apresente a idéia
Trabalhe os elementos
Conclua

Na internet, para um leitor cada vez mais impaciente o macete é “inverter a seqüência” – esta ação é conhecida como “pirâmide invertida” de uso comum no jornalismo ( por isto que bons redatores web costumam sair do jornalismo.).

Use suas conclusões e pontos chaves de forma impactante logo no começo do texto, depois trabalhe e apresente os itens secundários, pois boa parte dos seus leitores não chegarão ao fim.

Título e primeiro parágrafo são os principais itens de atração em um texto web. Se eles são nebulosos ou não dizem nada, sua taxa de leitura será baixa. Agora, se seu título e primeiro parágrafo falam claramente o que o texto oferece e ainda instiga o leitor como: “Clique aqui ou irá perder a informação da sua vida”, “NICE “..... agora está no caminho certo.

Outro item dentro da estrutura que ajuda a manter os leitores afoitos é a de utilizar parágrafos menores que resumem uma idéia em poucas linhas. O leitor de blocos odeia grandes aglomerações de frases, elimine do seu texto o macete de “encher linguiça”.(isto é macete só para as provas de História e Geografia)

Por fim, a internet é um meio multimídia, então aproveite para utilizar imagens casadas com textos, coloque também um pequeno vídeo relevante. Isto quebra aquela idéia de página branca de livro e apresenta algo interessante para o leitor. Use sua criatividade, mas NÂO EXAGERE.

Nesta matamos dois itens, até a fase três.
Abraço ;D

quarta-feira, 15 de junho de 2011

E o Google que já sacou a muito tempo qual é a da internet, lançou umas "besteirinhas" novas

O futuro da Internet não é conteúdo, não é redes sociais.... nem nada disto.
O futuro se resume a uma simples palavra : "contexto".

Não importa o que você fala ou faz, a sofisticação de filtros será tão grande que se não tiver "contexto" para o usuário a mensagem nunca chegará nele.

Você pode "floodar" timelines, escrever 200 posts e "potocar" na web o tanto que quiser ... sem relevância sua ação não existirá para os usuários.

Obs. Verbo potocar: gerar conteúdo sem relevância, gerar potoca.

Isto já acontece, mas ainda estamos num momento inicial dos filtros. O Google já antenado com este movimento, cria e testa diversas ferramentas para ser o "filtro-master".

Abaixo dois testes lançados hoje no mercado americano: #foda.









No Brasil, O Google trouxe hoje também, alguns destes testes que deram resultados em outros mercados.








terça-feira, 14 de junho de 2011

A diferença de um gestor de marcas com cultura digital. Como a Tecnisa fatura tanto na web.

Na sexta tive a oportunidade de ir a uma palestra com o Romeo Deon Busarello, Diretor de Marketing da Tecnisa, que é uma das empresas que mais faturam com internet no mercado imobiliário, segundo o palestrante 35% do seu faturamento vem exclusivamente da web e 96% dos compradores passam pelo site antes de adquirir o produto.

No discurso dele é fácil notar o porquê deste sucesso com suas estratégias online. Ele realmente acredita na web e tem uma cultura digital muito forte, levando isto para sua marca.



Em qualquer ramo de negócio atual as ferramentas digitais têm forte papel no mix de marketing, pois gera bons resultados com custos baixos.

Se o gestor de marcas não tem bons resultados digitais a razão é que simplesmente ainda não faz o marketing digital de forma correta. Seja por falta de conhecimento ou má assessoria de agências ou outros.

Abaixo alguns pontos importantes da palestra:

Foco e Diferença do Digital = ele ressaltou a idéia de foco em disciplinas específicas do marketing. Agência e profissionais que dizem fazer digital e tradicional junto,não entregam bons resultados. É preciso ter foco nas disciplinas e na equipe dele ele tem divisões claras com gerências específicas.

Aceitar o novo = nas últimas 30 reuniões que teve para montar suas campanhas, ele discutiu termos que há dois anos nem existiam e que muito menos eram empregados no marketing. Mas isto não é um empecilho, como também não deve ser para qualquer gestor de marca. Se ele não aceitar o novo, facilmente sua marca ficará para trás.

Utilidade do Digital = Segundo o palestrante as ferramentas digitais são ótimas, mas para elas serem funcionais na empresa e gerarem resultados é preciso quebrar barreiras culturais que não são fáceis. Ele deu o exemplo dos corretores, tem corretor dele que com um Iphone, um Ipad e o site vende dezenas de unidades.

O corretor que não consegue usar estas ferramentas é convidado a sair, pois o custo de usar ferramentas digitais é bem mais em conta do que impressão de folhetos e outros materiais de divulgação, além de que a experiência para o comprador é bem melhor.

Oportunidade no Brasil = Para finalizar ele falou que hoje nosso país tem muitas oportunidades, mas o principal problema é a falta educação para aproveitar este momento. Se falta conhecimento para fazer o novo, as pessoas continuam no mesmo, achando que estão fazendo o certo.

Algumas frases da palestra:
“A idade da pedra não acabou por falta de pedra”
“Empresas não fecham apenas por fazerem coisas erradas, mas por fazerem o certo durante um longo tempo”
“Não adiantar gerir novas tecnologias com pensamentos antigos”




E uma frase para acabar...
“Digital é realidade não é mais questão de profecias, se você não vive o digital e não enxerga que tudo está virando digital, você está atrasado ou cego”

#tirinha - A diferença entre as empresas que sabem trabalhar com internet e as qua ainda estão patinando...

O mercado de internet está em uma fase crescente. Neste momento muitos anunciantes querem desenvolver suas presenças online, mas alguns caem no erro de fazer, sem entender como a plataforma funciona.

Pior ainda, aqueles anunciantes que tem ajuda das "agências" e "consultores web" que não sabem nada e acabam criando um circo de horrores na web...

Acaba que é algo simples gerar resultados digitais.
Ofereça utilidade ou entretenimento, fora disto, o melhor é ficar calado. Lembrar também que na web, menos é mais.


quinta-feira, 9 de junho de 2011

Redação na Web - Conquistando leitores sem saber escrever direito.

Mais uma da série  resgatando textos antigos, neste aqui tem algumas dicas valiosas de como atrair leitores para o seu site na internet. Não importa sobre o que você quer falar, na web tem leitores para todo tipo de conteúdo, o que acontece com eles é que o interesse é rápido, perder leitores é muito fácil. Leia e até a próxima semana.

Vamos ao primeiro tópico destas humildes dicas de webwriting?

N° 1: “Fique tranquilo, para tudo existe leitor:”

O assunto do seu artigo, post ou site é o principal fator que trará fluxo para seu site.

..... ;/
Ok, você agora pensou: “- Mas isto é lógico. ;/ Todo mundo sabe disto.”

Pior que é, mas "alguns detalhes" mudam quando falamos de internet e mundo virtual.

Enquanto vivemos no ambiente físico com uma realidade de escassez, onde nossa escolha está limitada entre uma gama pequena de produtos. No mundo virtual temos um ambiente de abundância com opções infinitas para a escolha.



Por exemplo: Vá à livraria mais próxima e procure um livro sobre Cauda Longa. Nesta busca achará no máximo um exemplar do livro mais conhecido, isto se tiver. Agora, tente fazer a mesma busca em uma livraria online. A quantidade de opções será enorme, além de o sistema oferecer outras variações e combinações de livros que irão enriquecer sua busca.

Esta dinâmica que os meios digitais trouxeram para nossa sociedade gera um fenômeno conhecido como Cauda Longa, que você já deve ter ouvido falar.

A Cauda Longa representa o contrário da visão de economia tradicional de sucessos.



Voltando ao exemplo: A livraria física tem apenas um espaço limitado de exibição para colocar seus livros, no caso 100 títulos, por isto a opção do varejista é de apenas vender o sucesso ou o mais conhecido de cada tema. Assim, ele opta pela cabeça curta.

Já o varejista online tem um espaço infinito para expor todos os livros que pode vender, pois cada livro é apenas alguns bytes em um servidor, que depois serão solicitados para a editora.

Ok2, mas o que isto tem a ver com o assunto do texto?

Tudo. o/. Em um mundo de escassez, para conseguir alguns leitores você precisaria de algum editor para colocar em revistas, ou pagar para que dessem relevância a sua mensagem.

No mundo de abundância da internet todo o assunto tem espaço, mas o mais importante é ter propriedade e originalidade sobre o que se fala, pois assim você terá alguma relevância.

Neste mundo virtual, os editores de revista foram substituidos pelos leitores/usuários, a importância do seu texto será medida pela quantidade de cliques e links que forem gerados a partir dele.



Não procure falar de algo que seja sucesso ou "modinha".
Fale bem de qualquer assunto e seu público virá a você.


Até, depois mais dicas para refinar ainda mais seus textos.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Cultura digital – o que falta nos tradicionais que querem entrar na web e como desenvolver isto na agência. Parte I

As mídias a cada dia que passam se tornam mais digitais e a comunicação das empresas com seus consumidores acaba se transformando como reflexo.

Chegará um momento em que 80% do bolo publicitário ou mais, será unicamente de ações digitais e não falo aqui apenas de internet.

Nos EUA, 30% do bolo já é digital, o que gera um movimento muito grande entre empresas nativas digitais, ou seja, aquelas que nasceram como digitais e agências tradicionais que enxergando um decréscimo na sua margem de lucro, partem para uma digitalização dos seus processos.

Aqui no Brasil, o movimento ainda é muito tímido, a parte do bolo digital por aqui, compreende apenas 4%, que é um número ridículo, se cruzarmos com o número de brasileiros conectados e ativos na web, mas isto também é fato pela característica única da publicidade brasileira que difere da do resto do mundo.



È uma pena falar isto, mas em marketing digital, Brasil não é um bom exemplo. Em premiações da área como Cannes e outras, somos campeões em VTs e impressos, mas passamos vergonha nas áreas de digital ou integração.

A mudança na publicidade brasileira é algo difícil pois é algo cultural do mercado, a área desenvolveu-se em cima de um modelo de compra de mídia, enquanto em outros países a compra de mídia não é função da agência.

Em um modelo que as agências são renumeradas pela sua criatividade em vez da compra de mídia é mais fácil desenvolver uma cultura digital que preza pela produção de conteúdos e entretenimento invertendo o processo tradicional.

Modelo Tradicional – Divisão da Verba publicitária da campanha.
20% Produção X 80% Mídia


Modelo Digital – Divisão da Verba publicitária da campanha.
80% Produção X 20% Mídia


Esta mudança de cultura não é algo simples no Brasil, pois afeta diretamente a base do nosso negócio publicitário e justifica o atraso nesta mudança do mercado.



As agências tradicionais querem ser mais digitais, mas ao mesmo tempo sabem que perderão grande parte de seu faturamento.

Então boa parte dos tradicionais tentam criar seu departamento digital interno, mas estes tem um faturamento baixo, sendo sustentados pelas outras atividades da empresa e também não conseguem expressão, perdendo clientes para as agências Full Digitais.

A tendência é se entregar ao digital e num futuro próximo isto será inevitável, mas no Brasil, pelas questões que falei acima, esta mudança vai demorar muitos anos.

Então uma solução que dá muito resultado e que acontece na empresa que trabalho, é a de um braço com cultura digital separado do resto da agência, assim, a empresa não precisa entrar de vez em um modelo que ainda não é realidade no país, mas também não fica em cima do muro.

O digital entra como uma segunda empresa de um grupo, que tem seu faturamento separado, como também seus processos, que para serem eficientes precisam ser diferentes dos modelos da publicidade tradicional. A integração entre os times ocorrem em momentos chaves da campanha, mas pela diferença de cultura devem existir momentos que cada um devem fazer sua parte separada.

Nos próximos posts desta série vou falar um pouco destes elementos da cultura digital, para quem já cansou de fazer internet errado no Brasil e pretende sair do muro e montar seu núcleo digital da agência.

terça-feira, 7 de junho de 2011

E3 – Principal feira de Vídeo Games do Mundo e o Marketing Digital.

A E3 é a maior feira de vídeo games do mundo, produtoras e distribuidoras, expõem seus principais produtos para o mercado com o objetivo de deixar jogadores alucinados, mas também mensurar a aceitação.

Funciona bastante como um termômetro, projeto que sai bem na feira, acaba sendo um sucesso em vendas e retornando o valor investido.

Para quem não sabe o mercado de games apesar de ser uma das indústrias de entretenimento que mais faturam na atualidade é a que conta com uma margem de lucro mais baixa.

Um game para console não é barato e envolve muitos profissionais e empresas em sua execução, para gerar retorno um produto deve vender centenas de milhares de cópias, coisa que não é fácil.

Mas para quem trabalha com marketing digital e pode até nem gostar de games, o que esta feira pode trazer de útil?

Experiência Digital

Uma das melhores formas de tentar ligar o consumidor com marcas é através da criação de experiências. Um anúncio que motive um sentimento, um VT que gere uma nostalgia e uma ação de ponto de venda que facilite a vida são exemplos de experiências no marketing.

As ferramentas digitais vieram com várias novas possibilidades de aumentar estas experiências e os games são fortes exemplos destas.

Não falo aqui apenas de Advergames, mas principalmente das dinâmicas e técnicas desta indústria, que se aplicadas no marketing aumentam consideravelmente as vendas.

Ao olhar os vídeos deste evento, procure por quais as técnicas e tendências que os criadores utilizam para manter a atenção dos jogadores e como você pode aplicar em seu website, em um evento ou no ponto de venda.

Estas são as tendências de experiência digital para final de 2011 e começo de 2012.



segunda-feira, 6 de junho de 2011

Divisão das agências digitais - performance e branding

O pessoal da Agência i3 foi para São Paulo participar da #digitalks que é um encontro de publicidade digital internacional com grandes nomes daqui e de fora. Desta experiência eles trouxeram muita coisa legal, mas o que eles mais notaram por lá é um novo movimento que está acontecendo no digital e que também estou acompanhado.

A evolução das agências que trabalham com internet para dois ramos distintos, sendo que algumas estão entregando as duas ramificações e outras estão se especializando em um ou outro.

Na internet observamos que todas as ações possíveis se dividem em dois grupos principais.

O primeiro conjunto engloba ações que geram resultados rápidos e mensuráveis, já o segundo conjunto gera resultados a médio e longo prazos e que não são mensuráveis diretamente no faturamento da empresa.


Estratégias de performance focam em leads e vendas, levando o usuário direto para um contato de venda ou uma venda . Englobam Ações Promocionais de Venda, CPC, Email Marketing direto e outros.

Estratégias de branding por outro lado, não levam o usuário para uma venda direta, mas tentam manter um relacionamento deste com a marca. Englobam as ações em redes sociais, geração de conteúdo e outros.

Algumas agências gringas já se definem claramente como Agência de performance, vinculando seu faturamento diretamente ao faturamento de seus clientes e o termo comum que conhecemos como "converteu" está mudando para “performou” que é quando o usuário desempenha uma ação desejada.

Isto é uma evolução clara para onde caminha nossa publicidade digital, um caminho de maior profissionalismo e maior crescimento.

Daqui alguns anos todas as mídias serão digitais e entregar resultados mensuráveis será algo comum, todas as agências que quiserem se manter no mercado terão que ser de “performance” e até o ramo do branding que hoje não é fácil mensurar, terá também as suas métricas.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Resgatando os antigos - Aprenda a fazer mídia online.

Este blog tem mais de 4 e perdido no servidor tem muito texto relevante,  que tirando alguns detalhes continuam bem atuais. Uma vez por semana vou re-publicar alguns. Este abaixo fala um pouco de mídia online e foi publicado em maio de 2010. Aproveitem.

Vamos falar um pouco de MÍDIA ONLINE.




Este texto tem como objetivo desmitificar um pouco esta área.

Para ser sincero, se tentar definir o que é “Mídia Online” na verdade cairá em diversas linhas de pensamento.

Por exemplo, alguns acreditam que a internet como um todo é uma mídia. Outros acham que cada ação online, por mínima que seja, é uma mídia, ou seja, seu site corporativo é uma mídia, perfil de Twitter é uma mídia e cada mensagem de 140 caracteres também.

Ok. Nosso objetivo aqui é facilitar, por isto não vamos entrar nestes detalhes e para ajudar criaremos uma definição:

Plano de Mídia Online – Planejamento de ações na internet que trarão fluxo de visitantes para determinada página online. Assim, este plano descreve meios, custos e resultados esperados de ações que tragam visitantes para um site institucional, um hotsite, um perfil em redes sociais ou outra page land qualquer.

Abaixo, listei algumas das principais ações e alguns players, mas na verdade, o mercado de mídia online é maior que isto.

Não clique achando que este é um modelo, na verdade está bem longe disto, considere mais como uma apresentação do que pode ser feito.

Abraços e até mais.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Dados de pesquisa para levar no cliente antes de aprovar um layout - 76% dos usuários não ligam para design bonito ou flash interativo.

No site - http://blog.hubspot.com saiu uma pesquisa interessante para confirmar algo que já é banal para muitos que trabalham na área, mas que a massa de anunciantes ainda não descobriu.

Site não é Folder – 76% dos usuários consideram a “facilidade de encontrar o que querem” como principal fator no design de páginas na web.


Nisto, entra aquele ponto importante, usuário de internet não gosta de se relacionar com empresas, ele só faz “o favor” de entrar na sua página, pois esta tem alguma diversão ou utilidade para ele.

Confira a pesquisa abaixo:



Continuando o texto, o link fala algumas verdades que estes números representam, são elas:

• Não seja obsessivo com a estética de seu layout

• Seja obsessivo com a usabilidade e com a facilidade do usuário de encontrar o que deseja;


• Não se preocupe se algum designer ou marketeiro achar seu site feio. (só não pode ser feio d+)


• Seja obcecado com as conversões do seu site, as pessoas estão entrando, encontrando o que procuram e saindo satisfeitas?

• Não use flash

• Não reinvente a roda em usabilidade.
As boas práticas existem para serem utilizadas, há diversos outros lugares para aplicar sua criatividade.

• Quer ter um site diferencial? Ofereça para o usuário o que ele quer.

• Teste e mensure, várias vezes.

A maioria destas dicas são banais, mas sério que tem muita gente que não conhece, nem usa.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Como será o digital em 2015 - e como você está se preparando?

Saiu no blog scobleizer.com algumas ideias bem interessantes sobre como seria o futuro do Google em 2015.

Abaixo um resumo das tendências no texto:

1- Mobile: a capacidade de conectar a internet em dispositivos móveis como celulares/tablets e todas as mudanças que uma enxurrada de aplicativos, jogos e conteúdos trazem para a sociedade.

2- Entretenimento caseiro: crescimento da conexão das TV com a internet e a queda da lucratividade no mercado de TV a cabo e emissoras.

3- Media Stream: a grande maioria dos usuários vão assistir suas mídias via stream, sem baixar arquivos, pagando apenas pela exibição ou pacotes de programas e filmes.

4- Rede Social mais inteligente: os aplicativos sociais ficarão mais inteligentes com aplicação de maiores doses de inteligência artificial, será possível encontrar e interagir com pessoas que se aproximem mais dos nossos gostos e comportamentos.

5- Mais digitalização das pessoas: a quantidade de dados sobre nossos gostos, desejos e vontades será tão grande na web que parte de nossa mente estará representada de forma tão real na rede, nos tornando seres digitais cada vez mais.

6- Banalização do físico com o virtual: aplicativos de geolocalização, facilidade de conexão e popularização das telas, tornarão o cruzamento de dados entre o real e o digital algo banal.

Obs: a sétima tendência é que a internet será dominada por gatos, mas não espalha esta.



Estas são apenas algumas das várias tendências que existem hoje no mercado, a questão agora é saber como nós, profissionais da área, estamos nos preparando para estas mudanças?