terça-feira, 31 de maio de 2011

Tirinha - O “Bom dia” em redes sociais – Amizade forçada ou falta do que falar?

Quem nunca leu ou enviou um Twitter com a frase “Bom dia”?

Parte dos usuários que usam a ferramenta odeiam esta ação, mas a questão neste texto não é discutir se é válido para perfis pessoais ou não, cada um usa sua conta do jeito que quiser. Agora quando a questão é atualizar perfis de empresas, fica a pergunta: é válido dar “bom dia”, “boa tarde” e variáveis?

Se seguirmos a linha de definições, o Twitter é um microblog, então, ele é uma ferramenta que funciona como um blog, mas possui o diferencial de oferecer um espaço para mensagens curtas e mais posts durante o dia.

Em blogs não é comum criarmos uma postagem de “bom dia” ou outra de “boa noite”, certeza que é algo bem diferente e que com certeza não atrai muito leitores.

Saudações são comuns na internet em softwares de mensagens instantâneas, quando as pessoas estão conversando em real tempo. Agora em blogs, a comunicação não acontece assim, quem leu sua postagem não necessariamente está lendo naquele momento.

Qual a razão de twittar “bom dia” se boa parte dos seus leitores irão ler a mensagem a tarde ou a noite?
Levando para o caso das empresas, usar saudações pode parecer algo que gere proximidade ou que humanize mais a marca, mas o que acontece na realidade é bem longe disto. O que observamos na maioria das vezes é uma dinâmica mecânica de saudações em horários regulados. O profissional responsável chega na agência e sai falando “bom dia” em todos os perfis gerenciados, as vezes, usando a mesma mensagem, isto está bem longe de ser uma estratégia de rede social.

Para finalizar fica aquela questão básica da internet que usuário não está nem um pouco interessado em ser amigo de empresa nenhuma na web, ele quer apenas ganhar alguma coisa, seja uma informação útil ou alguma diversão e “bom dia” não se enquadra em nenhuma delas é apenas mais uma mensagem chata “forçando a barra”.



Então pense bem antes de twittar “bom dia” para sua marca.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Palestra do Encontro de Publicidade #EPPA - Para quem não foi...O que aconteceu.

Quinta feira passada participei do Encontro de Publicidade #EPPA. Foi uma oportunidade bem bacana, pois teve uma rodada de bate-papo em que alguns temas interessantes foram levantados, principalmente sobre o efeito do Google na Publicidade.

O objetivo do Google com anúncios, métricas, dispositivos móveis, sistemas de faturamento e tudo mais é o de participar, cada vez mais, do processo de compra dos usuários e vender aos anunciantes espaços relevantes dentro desta dinâmica.

Já sobre minha palestra, para ficarmos com mais tempo para a rodada de perguntas fiz uma apresentação bem rápida, "palestra mais rápida da cidade" - 10 minutinhos para falar tudo que eu tinha preparado, mas eu acho que a galera gostou.

Confira abaixo os slides.

Queria agradecer também ao pessoal da organização pelo convite.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Teoria de Games no Marketing - Conheça os três círculos mágicos

No post anterior falamos um pouco sobre as 2 principais dimensões de uma game, mas para definir o conceito, uma das melhores metodologias chama-se “círculos mágicos”

Esta metodologia dissolve um projeto interativo em três círculos, são eles: "sistema", "jogo" e "design".




Os círculos também nos ajudam a entender que a ideia de um game está fechado dentro de seus próprios limites de tempo, espaço e significância. Por exemplo, em um curto momento de uma partida de Street Fighter dois amigos se tornam inimigos mortais.

Analisando os conceitos temos:

Sistema: é um conjunto de partes que se relacionam com um todo, todo game tem o seu conjunto de regras que gera o produto final;

Jogo: Quando o elemento humano entra nas regras do jogo e colocam estas em movimento. Regras por regras não são divertidas, mas quando alguém as usa para algo, acontece a mágica dos games.
As regras devem ativar as várias dimensões pessoais do jogador para que elas sejam ativadas e o game se torne divertido.

Design: Criação de contexto que será encontrado pelo usuário. Parte do processo que dá significado as regras. Em um jogo de pedra papel e tesoura, o gesto da pedra representa algo, mas fora dele, o gesto não representa nada, isto é claro pela linguagem dada a regra.

Utilizando estes três conceitos podemos notar que os games perpassam o entretenimento, cada elemento da criação precisa ser pensado com uma parte de um grupo de ideia que o usuário tem em comum.

O diferencial de um jogo para a realidade é que ele consegue representar de forma matemática acontecimentos, fazendo com que uma decisão tenha efeito na narrativa e isto o diferencia de outros elementos de entretenimento em que o consumo é mais passivo.

Representando através de números: as batalhas, danos e etc é possível calcular a narrativa e fazer com que seja agradável para todos os jogadores.

“Sid Meier once said that a (good) game is a series of interesting choices.5”

terça-feira, 17 de maio de 2011

Um pouco de teoria dos Games e como aplicar no marketing digital?

Existe nos estudos de comunicação uma área especializada em desenvolver teorias e conceitos sobre a influência que as experiências digitais (games) geram na sociedade. Dentro desta, existem bons livros de autores como: Eric Zimmerman, David Myers e outros.



Um pouco de teoria sobre games é de fundamental importância para entendermos o nosso mercado digital, pois querendo ou não, ao criar hotsites, promoções digitais ou usar facebook e twitter em campanhas, trabalhamos com experiências interativas digitais.

Em teoria, a base de todos os tipos e estilos de games conhecidos, sejam digitais ou não é o “desafio”.

Games são estruturas interativas que pedem decisões daqueles que jogam, então para entender o segmento é preciso entender o processo de “escolha” que consiste em duas ou mais opções possíveis do qual o usuário escolhe.
Escolhas são feitas durante o tempo e geram duas ou mais situações possíveis.

As escolhas formam dois paralelos, a primeira é horizontal e formada pelo número de opções simultâneas que o usuário é confrontado durante o jogo a todo o momento. Já o segundo paralelo é vertical e representa a sequencia de escolhas que leva ao final do jogo.

Assim, em um jogo, existem duas linhas de decisões a primeira forma é rápida e com efeito instantâneo, em um RPG tomo uma potion e já recupero sangue na hora. A outra linha gera efeitos que não são notáveis rapidamente e que se desenvolvem mais a frente no game, como por exemplo, ser bom ou ruim em Mass Effect.

Até jogos de tabuleiro oferecem isto, por exemplo, no Xadrez, a decisão de movimento afeta a posição da peça, mas também tem efeito nos vários outros movimentos futuros até o final do jogo.

Esta ideia de paralelos de decisões está presente em qualquer interação digital. O usuário sempre tem opção de absorver ou não a minha campanha, como também aquela decisão de interagir pode ter uma relação(ou não) com a decisão de compra que está no final do processo ou no "fim do jogo".

No próximo post vou falar da teoria dos três circulos de Eric Zimmerman e como elas são observadas em boa parte das ações markeitng digital de sucesso criadas no mercado.

Startup Guys - A melhor estratégia de internet é aquela que ninguém consegue entender?

Pessoal do College Humor fizeram um sketch humorístico curtindo com o mercado de Start UP que lá nos Estados Unidos está uma loucura, já tem gente anunciando a segunda bolha da internet.

Como em toda área tem todo tipo de profissional, neste eles curtem com um tipo comum no nosso meio. #boasrisadas #muitobom

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Palestra no EPPA Dia 26 - Confira a pauta e os cases. Aparece lá que é Grátis e para ver o que andam fazendo de digital nesta Goiânia.

Dia 26 - Falarei no EPPA sobre comunicação digital e depois participarei de uma mesa redonda.
Aparece lá que vai ser interessante, mais info: http://www.eppa2011.com.br/


Abaixo uma prévia e alguns cases. Vou avançar um pouco no tema sobre internet e mostrar que tem coisa séria sendo feita aqui.



Tema: Internet é legal, mas quem paga a conta?

Internet não é mais tendência, já é realidade. Não quero aqui defender a publicidade na web ou falar de futuro. Acredito que qualquer um que não viveu escondido em um buraco nos últimos anos, sabe disto.

A ideia é evoluir um pouco a discussão saindo da “evangelização” e descobrir a razão pela qual, mesmo com internet crescendo tanto entre os consumidores brasileiros, a parte do bolo publicitário destinado ao digital ainda é menor que 10%. No mercado dos Estados Unidos, a parte do bolo representa 28%.

Se o Brasil é a terra das redes sociais, de mais horas conectadas e de maior digitalização das classes de baixo poder aquisitivo, por qual razão o investimento é tão baixo????

A culpa é de nós publicitários. Em muitas de nossas ações, enquanto os anunciantes querem comprar uma bola redonda, na maioria das vezes, entregamos uma quadrada e que nem “quica”.

Ainda não conseguimos fazer o que os gringos já descobriram que é botar os consumidores e anunciantes para falarem a mesma língua.

No mercado deles, o que se observa nas agências é o crescimento da área de BI e inteligência digital em conjunto com as áreas criativas. As agências mais comentadas e que fazem mais projetos legais e inovadores para o mercado são também aquelas que mais investem na sua área de análise dos dados gerados na web, conseguindo através do cruzamento de métricas e dados de faturamento da própria empresa, mostrar aos gestores, que um “jogo online” que nem cita a empresa, pode aumentar as vendas diretas de um determinado produto.

Algumas de nossas iniciativas para entrar nesta onda de transformar ações legais e divertidas para os consumidores em dados reais de faturamento e Market-share que são interessantes para os anunciantes:

Ação PDG em Brasília: Ação em que conseguimos monitorar o processo de compra de um empreendimento imobiliário e através de métricas tanto online como off-line descobrimos a parcela do faturamento, exclusivamente gerada pelas mídias digitais.

Promoção – Fraldas Kisses: Ação promocional envolvendo redes sociais em que teve como objetivo divulgar a marca em mercados que a empresa ainda não possuía atuação. Cruzando dados de métricas, contatos, dados de representantes comerciais e e-mails de contato, afunilamos que apenas a campanha digital conquistou clientes e cidades (donos de drogarias/representantes)  que nunca tinham ouvido falar da marca.

Se der vou gravar um vídeo, mas aparece lá que vale.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Imagem: Marketing digital e o desencontro de interesses.

Hoje para tristeza de alguns, não tem tirinha Zé-graça, mas tem imagem mal-feita. ;D
Aproveitando da  licença poetica.

A ideia é simples, no nosso mercado brasileiro, a parte para o  digital dentro do bolo geral da publicidade é menos de 10%,  enquanto no mercado americano a parte é de 28%.

Se o Brasil tem destaque em vários dados como:  uso de redes sociais, tempo de navegação, acesso a internet dentro de classes CD. Por qual razão nossa verba digital é tão baixa??

Nisto, veio a imagem:



No mercado atual, ainda não descobrimos um jeito de colocar todos os envolvidos para falar o mesmo idioma. Os gringos já descobriram e eu acho que é um negócio chamado "inteligência digital".  Nos próximos posts, vamos falar mais disto.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Realidade Goiana e de pequenos mercados para o Marketing Digital - Parte II - Futuro

Esta é a segunda parte - falando um pouco de transmídia, integração, a razão de goiano não gostar das marcas regionais para se relacionar e futuro no mercado regional. Para conferir a primeira parte clique aqui.



1- Pergunta: Tem percebido que a publicidade nas mídias tradicionais (tv, radio, outdoor, jornais) tem estabelecido relação com as mídias digitais? De que maneira?

Os cases de sucesso e as campanhas referência em mercados mais desenvolvidos utilizam as mídias tradicionais como suporte para as mídias online. Impacta-se, ou chama os usuários através da mídia tradicional para um maior relacionamento e engajamento nas digitais.

O segredo está no engajamento, quanto mais pessoas participarem, comentarem e gerarem conteúdo paralelo, mais impacto a campanha terá.

Chamar para este engajamento não é fácil e os meios tradicionais ajudam impactando muitas pessoas.



2- Pergunta: Um case muito famoso de convergência de mídias foi “A Fantástica Fábrica de Sonhos da Coca-Cola”, com adaptação para cinema, mobile, internet. Também muito utilizada pelo cinema como na trilogia Matrix, com a criação da série animada “Animatrix”. Ambas se referem a grandes marcas globais. A convergência de conteúdos (narrativa transmídia) pode ser aproveitada ou adaptada para clientes e marcas locais/regionais?

Já li o livro de Henry Jenkins, a ideia da Narrativa Transmídia serve para justificar o engajamento que falei anteriormente. O usuário só participa do que ele se identifica, consumindo várias mídias no processo.

Este é o caso de Matrix, o mundo criado é tão denso e interessante que os consumidores desejam um engajamento maior com o contexto, consumindo filmes, games e tudo mais que represente a marca.

Se no planejamento da ação não for pensado em nada para engajar o consumidor e prender ele naquele mundo (estória) criada, a compra de várias mídias não fará diferença nenhuma, pois o usuário não sentirá motivação de passar da TV par internet, ou do rádio para outro meio.

O que acontece na publicidade, diferente de indústrias de entretenimento como filmes e música, é que as estórias criadas são fracas e pouco envolventes em sua maioria, não incentivando a participação do usuário.

Os poucos casos que conseguem este engajamento viram cases de sucesso como o caso da Coca e outros, mas para a grande maioria das marcas que não tem um histórico de engajamento ou uma estória interessante, construir esta ponte acontece apenas “forçando a barra” através de promoções que tem pipocado ultimamente na internet e redes sociais.

No mercado regional, são anos de comunicação focando no varejo e preocupadas com aquela venda a curto tempo e pouco relacionamento, resultado que praticamente “queimou” a relação com seus consumidores.

São poucos os usuários que querem ser relacionados com alguma “marca goiana” e por isto ações de engajamento são tão difíceis.

Para funcionar, virou aquela máxima – “sou muito chato, se relaciona comigo e ganhe um IPAD.”

A solução é fazer com que os consumidores goianos queiram novamente se relacionar com as marcas daqui, mas este é um processo lento, que terá um investimento e gerará resultados apenas em longo prazo.

Uma empresa que investiu anos em caderno de ofertas e VTs de “ofertão” não pode querer se relacionar com seus clientes sendo “cool” de uma hora para outra.

Uma coisa é uma Coca-cola fazer uma ação de jogo ou promoção, a marca já possui um engajamento com os clientes, outra bem diferente é um varejista que só vazia varejão (vem aqui,compra e vaza) e do nada começar a querer ser “fera/cool”, poucos consumidores vão comprar a ideia.

O caminho certo para o nosso mercado é de utilizar ferramentas de vendas rápidas em conjunto com mídias de engajamento, sabendo que estas últimas não vão aumentar as vendas naquele momento, mas são importantes em longo prazo.



3- Pergunta: Quais as sua expectativas para o aprimoramento desta atividade no mercado regional?

Ainda vai demorar bastante, pois nosso modelo de publicidade não facilita a aplicação de um modelo de engajamento como centro. O modelo brasileiro de publicidade ainda favorece a compra de mídia, o impacto e vendas a curto prazo.

Tirinha - A razão de boa parte das empresas falharem nas redes sociais.

Mais uma tirinha zé-graça. A realidade de como a maioria das empresas entram nas redes sociais.



Mais tirinhas em: http://www.mercadobinario.com.br/category/tirinhosa/

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Realidade Goiana (e de pequenos mercados) para o Marketing Digital. Perguntas e Respostas. Parte I

Semana passada, recebi um questionário com algumas perguntas sobre o mercado goiano de internet.


Bem legal a iniciativa, respondi com algumas opiniões e pedi para publicar no blog. Coloquei aqui uma versão simplificada e para não ficar grande e desinteressante dividi em duas partes.

Lembrando que está é apenas uma visão de um dos profissionais que atua na área, você pode concordar ou não. Para qualquer opinião contrária, use os comentários.

Pergunta 1: Tem percebido maior abertura do mercado e o aumento dos investimentos em mídias digitais para internet no mercado local?


O mercado está mais interessado, mas os clientes ainda possuem dúvidas sobre o investimento em comparação com as mídias tradicionais e também faltam bons profissionais para passarem esta segurança aos empresários.




Pergunta 2: Se o interesse no mercado cresceu, qual a razão para o investimento em marketing digital ser abaixo dos 10% do “bolo publicitário”?


Mesma razão do item anterior, falta educação tanto para os clientes como para os profissionais.

No Brasil, não existem cursos para a formação do profissional de marketing digital com uma linha mais avançada e quem não vai à busca de livros ou conteúdos de outros países com mercados mais desenvolvidos, acaba ficando refém de tutoriais, ou textos na internet que são pobres em conteúdo, falando apenas o básico.

Cliente só vai investir mais em digital, se tiver certeza do retorno de vendas daquela ação. Se ele não contar com um profissional de internet que consiga mostrar os resultados digitais no faturamento, independente de acessos ou seguidores, a opção sempre será a investir nas mídias tradicionais.


Pergunta 3: Na sua opinião, quais as melhores plataformas de mídia na internet?



Muita gente confunde internet como uma mídia, mas na verdade a web é uma plataforma com diversas opções de mídia e cada uma destas gera um resultado diferente.

Por exemplo, para a questão de relacionamento com cliente, os melhores resultados são alcançados com plataformas de engajamento como redes sociais, blogs de conteúdo e newsletters, mas é certo que este tipo de mídia não gera um retorno em vendas direto, este é um investimento em longo prazo.

Agora, para a conversão com resultados diretos de venda ou aumento de participação no mercado, os painéis CPC como Adwords e outros são as melhores opções, seguido de opções de marketing direto como email-marketing e outros.

Todas as ações são boas para um determinado objetivo, agora cabe ao profissional assessorar o cliente na escolha.
O que acontece bastante no mercado é que, por exemplo, pessoas com pouco conhecimento podem indicar um blog para uma empresa que deseja vender mais, dificilmente este resultado será notável para o gestor, mas o erro não está no blog que é “ruim” e sim na indicação.

Pergunta 4: Há um tempo, anunciar na internet acontecia basicamente com a exposição de banners em sites com bons views. Percebemos hoje que os anúncios na internet permitem maior interação do usuário com a peça. Como a interatividade dos anúncios na internet pode contribuir para uma campanha publicitária de maneira geral?


Usuário de internet só olha propaganda se está estiver dentro do seu contexto de necessidade, se não, a taxa de conversão é baixíssima e irrelevante. Isto vale para blogs, mensagens em redes sociais, e-mail e tudo mais.

Por exemplo: se procuro um tênis durante uma semana, qualquer anúncio de calçados neste período será bem visto, pois me ajudará na compra. Agora depois da compra, qualquer anúncio será apenas um aborrecimento, por mais bonito e interativo que seja.

Por isto, antes de ter qualquer interatividade, o primeiro ponto a se levar em conta na compra de mídia online é a contextualização. Por isto que os painéis de CPC tem crescido tanto.

Nó proximo post a segunda parte com perguntas sobre a integração de mídia em Goiás.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Tirinha - Marketing Digital #fail

Está brincadeira vai para algumas agências do mercado que agora vendem ações digitais em pacote, como empresa de "FastFood" .

Compre o seu Kit social completo e esteja na internet.

O detalhe é que cada empresa é unica e como tal seu marketing também deve ser característico. Se o objetivo é diferenciar da concorrência, para que fazer as mesmas ações que todo mundo faz?

Marketing digital não é solução de TI, que pode ser comprada em pacote, nem toda empresa precisa de um blog ou perfil no Twitter para lucrar.  #parapensar



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quarta-feira, 4 de maio de 2011

Não existe uma grande idéia. O problema da #falha nos projetos está nas idéias.

Quem nunca recebeu um contato daquele amigo ou conhecido, querendo conversar com você sobre a última ideia genial que ele teve?





Então, lembrou? Quase certeza que a ideia deste amigo não virou grande coisa.

Aquele pensamento que iria mudar o mundo, mas que ele não podia falar em qualquer lugar, pois era tão sensacional que podiam roubar, ficou tão no segredo que nem chegou a sair do papel.

Na verdade, este tipo de coisa já aconteceu com todo mundo, tanto no papel do amigo como também no do idealizador.

Idéias de projetos são criadas todos os dias, mas apenas uma parte pequena delas se torna algo real, mas qual a razão para esta baixa taxa de sucesso?

O livro: “o livro negro do empreendedor” de Fernando Trias (recomendo) aborda justamente este assunto.

Segundo o autor, o problema está justamente nesta supervalorização da ideia.

Quando vamos criar um projeto seja:

  • Um negócio

  • Uma campanha de marketing

  • Um projeto de internet

  • Um blog

  • E outros.....



Geralmente imaginamos um produto final, que naquela simulação da nossa cabeça é perfeito. Este produto é a ideia, que só apresentará problemas na fase de documentação ou materialização, pois as simulações feitas na cabeça do criador, não conseguem levar em conta a quantidade de variáveis possíveis de um sistema econômico e em 100% dos casos, a idéia precisará ser modificada.

Esta modificação é a morte do entusiasmo do criador que acaba enxergando a inviabilidade do negócio ou a pouca atratividade do mesmo com tantas mudanças. Mesmo assim, ainda existem aqueles que teimam em continuar o projeto sem aplicar alterações, resultando em fracasso da iniciativa.


Como solução, o autor aponta que os projetos devem se embasar em oportunidades e serem compartilhados nas fases iniciais para que sejam testados e questionados pelas pessoas antes de saírem do papel.

Focando em necessidades, o criador fica aberto para mudanças no projeto, diferente do que se prendendo a um produto imaginário fechado (ideia).

O compartilhamento também é importante, pois o criador estará recebendo choques com variáveis de outras pessoas, questionando ou validando seu produto.

Para mostrar o tanto que isto é realidade basta observar as principais grandes empresas de internet que temos hoje.

Sabia que muitas delas começaram com um propósito e hoje ganham milhões oferecendo produtos totalmente diferentes da ideia inicial?

Por exemplo: o Flickr começou como um projeto de game que utilizava a necessidade das pessoas de aparecem na internet.

Se os criadores tivessem ficados presos a idéia de game, eles não teriam criado um dos melhores organizadores de fotos da web.


Este foco na necessidade permite chegar ao sucesso, modificando ideias até encontrar o modelo ideal.

Em um próximo post vou falar deste pensamento aplicado ao marketing atual, principalmente o de internet.

Na maioria das ações do mercado utilizam-se ideias de ações comuns e pouco inovadoras, como promoções no twitter e criações de blogs, sem entender a real necessidade da empresa e do consumidor.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Tirinha - Quem tem que achar alguma coisa na publicidade é o consumidor.



Semana passada eu fui numa palestra com o profissional de relacionamento da Pepsico e ele falou que muitas vezes, nós do marketing ou das agências," achamos muito", quando na verdade quem tem que "achar" algo é o consumidor. Temos que fazer menos reuniões "eu acho" e perguntar para o consumidor o que realmente ele quer.

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segunda-feira, 2 de maio de 2011

Algumas agências de propaganda não querem mais os títulos de “agências de propaganda”.

No mercado americano várias empresas de comunicação começaram a mudar seu discurso institucional, tentando se desvincular do termo “agência de propaganda”.



Em vários sites institucionais de grandes grupos é notável a recorrência do termo “não somos uma agência de publicidade”, geralmente acompanhado de complementos como: “somos um ambiente criativo” ou “um celeiro de ideias” entre outros. Exemplos - http://www.c-e.com/ - http://notanadvertisingagency.com/

O que aconteceu para que estas empresas passassem a negar uma área de negócios tão tradicional?

Na verdade negar a “propaganda” é algo paralelo ao desenvolvimento do mercado de internet. O termo "propaganda" sempre foi diretamente ligado, pelo menos na mente da maioria, ao impacto de uma única grande mensagem (big idea) utilizando as mídias de massa.



Quando surge no mercado, um tipo de comunicação que atinge o consumidor de uma forma diferente dos vts de 30 segundos, utilizar o termo “propaganda” para definir este novo tipo de negócio se torna inviável.

Outro ponto importante nesta negação é que o consumidor padrão americano não possui muita afinidade com o termo, que sempre representou algo que atrapalhava seu programa favorito, mas era um mal necessário.

Se hoje, estamos em uma fase de transição em que o consumidor possui maior controle sobre que conteúdo absorver e nega “as propagandas”. As agências precisam se reinventar, procurando novas formas de comunicação através de conteúdos segmentados ligados a entretenimento ou utilidade e neste estagio, usar o termo “propaganda” não é suficiente para abranger a real transformação do mercado.

O efeito desta transformação também é notável no movimento atual das empresas de propaganda.

Grupos de agências tradicionais estão criando ou comprando outras empresas digitais em um processo claro de digitalização do mercado, ou reinvenção da “propaganda”.




Já grupos e empresas pequenas optam pelo jeito “custo-baixo” de apenas colocar profissionais digitais no meio do processo tradicional que não é perfeito, mas atende clientes de médias e pequenas empresas.

Resumindo, a razão pela qual o termo não serve mais é que o mix de marketing se torna cada dia mais complicado e os anunciantes querem agências que ofereçam uma solução completa. Ao se definir como uma “agência de propaganda” na mente da massa, a empresa se limita e pior fica desatualizada frente a outros concorrentes.