terça-feira, 31 de agosto de 2010

Influenciando o movimento/compra/desejo das pessoas através de dinâmicas dos games.


Um amigo gamemaníaco me passou este vídeo no email e eu achei simplesmente a coisa mais interessante da última semana.

A idéia é fácil: como dinâmicas que encontramos nos games podem influenciar as pessoas a desempenharem certas ações.

Na verdade o marketing já utiliza algumas destas ações, mas a idéia para os próximos anos é que este tipo de estratégia se consolide:

Pontos
Milhas
Status
...

cool o/




quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Os redatores deveriam pedir algumas dicas para os blogueiros.



Existem vários profissionais escrevendo bons textos, gerando conteúdos e estórias únicas, mas a maioria destes não consegue um único leitor, enquanto temos diversos exemplos de seres que escrevem dois parágrafos, cheios de erros gramaticais e idéias rasas, mas conseguem milhares de leitores, fama e relevância.

Neste momento você para e pensa? #wtf?


O mundo está burro?
As pessoas não querem ler nada de qualidade?
A “idéia” não tem mais valor?

Na verdade, as pessoas lêem cada vez mais, o conhecimento continua dobrando em intervalos de tempos menores e a idéia é ainda o “vírus mais potente*”. *(origem – filme #cool o/)

O que ficou realmente escasso no mundo atual é a “atenção”.
Seu texto, sua idéia ou sua campanha são produtos que as pessoas pagam através de “tempo”
E o negócio da publicidade sempre foi e sempre será uma troca: comprar a “atenção/tempo” das pessoas em troca de transmitir uma mensagem das empresas.

Voltando aos redatores, principalmente os publicitários, a maioria dos profissionais da área não se preocupa com este “negócio de atenção”. Na verdade, muitos acreditam que este é o papel do mídia, o que não deixa de ser verdade.

O mídia compra um espaço interessante para que o público certo observe. Neste ponto entra “A” mensagem criativa, obra prima do redator em conjunto com seu parceiro de arte, e o impacto acontece.

Esta dinâmica funciona e continuará por muito tempo, mas em paralelo aos espaços que o mídia tem poder, surgem novas áreas igualmente importantes em que a compra de espaços não funciona de forma satisfatória, tendo assim o próprio redator a difícil tarefa de também “comprar” tempo/atenção.

Parando com a enrolação e resumindo a idéia de forma rápida.
Acredito que o que falta nos redatores atuais é um pouco das características que observamos nos blogueiros.

Não falo aqui que os blogueiros são os melhores e que todo mundo devia ser um.

O importante de observar este tipo de redação é que não existe compra de mídia, toda a atenção conquistada vem dos próprios textos ou indicações. Um blogueiro de sucesso possui diversas técnicas para “comprar o tempo” de seus leitores e os redatores deveriam cada vez mais absorver algumas.

Para finalizar fica a dica de blog fera que sempre leio : http://www.copyblogger.com/
mesmo não sendo redator.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

O computador do futuro (daqui 5 anos...) não terá tela, será invisível e portátil


Estamos na fase dos netbooks e dos desktops a preços de banana, isto sem entrar na área dos celulares e dos readers....

Mas qual será a próxima mudança significativa dos hardwares?

Tava lendo um artigo do MIT prevendo esta revolução.

A primeira é o computador invisivel(ou quase), a idéia é que cada vez mais os componentes vão diminuir, oferecendo qualidade razoáveis de processamento de dados, chegando a um hardware completo menor do que um pen drive atual.

Outra parte da estrutura seria as telas, mas já existem protótipos de lcd's transparentes que integrados a óculos normais oferecem qualidade de imagem e que futuramente podem virar lentes ou até implantes. Seu olho veria o mundo real como também o virtual. cool o/

Por último temos as estruturas de interação, ou seja, como transmitir informações(mouse/teclado). Já existe esta tecnologia e a indústria de games usa para reconhecer movimentos como também comandos de voz.

Assim, a nova revolução da computação não está tão distante.

Esta é para pensar e exercitar sua mente criativa para coisas scifi. o/

terça-feira, 3 de agosto de 2010

A nova ponte do marketing são as franquias.


Redes sociais, realidade aumentada, mobilidade e quaisquer outras novidades que venham das novas ferramentas de comunicação já estão na boca da massa publicitária e de diversos profissionais dentro das empresas, ou seja, não é mais novidade.

A verdade é que está na moda falar de novas tecnologias, mas poucas empresas usam de forma correta, seja por má assessoria das agências que não sabem o que fazer ou por pouca vontade de realmente se dedicarem a esta transição.

Mas este texto não é sobre este assunto. Irei falar da nova barreira a ser cruzada neste círculo da comunicação, tendência que a cada dia fica mais forte nas mais variadas indústrias da área, mas que na publicidade ainda está longe.

Este texto é para você que como eu, ficou mais de 5 anos falando que a internet era o futuro e agora que o futuro chegou precisa de algo novo para impulsionar suas idéias para os próximos 5 anos. ;p

Marketing de Franquias

Para quem não sabe, “franquias” dentro do mundo da comunicação são ações que criam mundos tão densos e complexos que não conseguem ficar presos dentro de uma única peça, ou um único filme e game, mas extrapolam para continuações e até usos em outras mídias.

No cinema, a história de criar franquias não é novidade, um dos maiores exemplos de sucesso é a marca “Star Wars” que não ficou apenas nas suas continuações para o cinema, mas criou uma legião de consumidores para games, desenhos, livros, bonecos e outros itens de entretenimento que até hoje rendem milhões para seus criadores.

O ponto chave deste exemplo é que a estória não foi desenvolvida com um começo, meio e fim delimitado, na verdade, criou - se um universo paralelo que instigava nos consumidores a vontade de fazer parte, ou seja, realmente participar daquela aventura.

O estudo sobre estas idéias também não é recente, diversos autores escrevem sobre o Fan-Fiction e como certos itens de comunicação conseguem se multiplicar em outros meios. Henry Jenkins autor de Fans, Bloggers, and Gamers e Cultura da convergência, cunhou o tema de “transmidia” que serve justamente para esta idéia que aqui neste artigo estamos chamando de “franquias”.

Nos últimos três anos, o mercado de comunicação e todas as suas indústrias se movimentaram para o uso das franquias como uma forma de aumentar seus lucros. No cinema filmes são criados com a idéia de serem “estouros” e gerarem infinitas continuações, exemplo os filmes de Super Heróis que quando chegam no limite de continuações começam a juntar universos como “Iron Man”, “Thor”, “Hulk” que virarão “Vingadores” num futuro próximo.

Estórias antigas são re-filmadas com o objetivo de terem suas continuações, como também aparecem continuações de filmes que achávamos que não tinha mais o que contar, exemplo “Toy Story” e outros.

Na indústria dos games também não é diferente e para ser sincero acredito que é uma das que mais apresenta este movimento. Na onda de “Halo”, “Gears of Wars”, “God of War” entre vários outros, qualquer novo título já sai com o objetivo de virar continuação e se não incentivar os usuários a pedirem mais, pode ser considerado um fracasso.

Além disto, diversos títulos de games estão com data marcada para virarem filmes com a esperança que também gerem suas continuações.

Ok, mas vamos falar de publicidade?

Quem segue meus textos sabe que não vejo diferenças entre entretenimento e marketing e por isto não enxergo dificuldades em transportar este mundo de franquias para as marcas das empresas.

Hoje, temos diversas empresas que contam estórias, como também são várias as agências e principalmente as áreas de planejamento destas que se vangloriam de serem exímios contadores de estórias.

Mas então, quais são as marcas que realmente criam um mundo paralelo em volta das suas ações?

Sério, que consigo falar apenas umas três ou quatro.

A verdade é que as marcas ainda não são das pessoas, elas são propriedades da empresa e no máximo de algumas agências de publicidade que vêem vantagem em controlar, tudo que é feito e falado sobre este ativo. Assim, estórias com inicio, meio e fim bem delimitados não incentivam a criação de estórias paralelas, “matando”, por enquanto, qualquer iniciativa de franquia nesta área.

Concluindo, chegamos a idéia que a indústria da publicidade precisará de mais algumas mudanças para que a ponte das franquias seja construída.

Um assunto interessante para discutirmos em outros textos. ;p