domingo, 27 de junho de 2010
As ações ganhadoras do GrandPrix de Integrated e Titanium - #cannes . Pq elas são #fodas??
Para quem não conhece, #Cannes é o #Oscar da propaganda mundial. Ganhar um leão é algo impar na carreira de um publicitário e de seu ego que todos sabemos... não é pequeno.
Ok, mas hoje existem dois eventos em um.
Isto mesmo, #Cannes que até algum tempo atrás representava "premiações por exaltação de criatividade e idéias geniais", teve que se reformular para um novo período da propaganda em que apenas idéias sozinhas não levam pessoas à ações.
Temos hoje dois eventos, um que analisa a criatividade de peças e outro que analisa a capacidade de mobilizar e contar estórias.
Dentro de categorias tradicionais como impressos, filmes e outros a idéia é aquela:
“Nossa que frase legal”
“Esta arte está show”
“Que puta sacadinha”
Agora em categorias como Titanium e Integrated:
“Wtf? O cara mudou o jeito que se faz compra”
“Pirei!!! Até minha vó participou disto”
Pois é, entendeu a diferença?
Então, como você é uma cara #massa, vamos nos preocupar com as categorias T e I? o/
TWELPFORCE
Grand Prix – Titanium
Eu não sou uma boa fonte para falar desta campanha, pois sou “paga-pau” assumido da agência CP+B, eles praticamente revolucionam a propaganda.
Sou adepto do modelo mental deles, que entre nós, é muito louco. Por exemplo, eles pegam tudo que está na moda, ou que outras agências fazem e buscam entregar para seus clientes o contrário.
Sobre a campanha, basta olhar o vídeo e ver como conseguem sair da comunicação para revolucionar o negócio dos clientes.
Nike Livestrong
Grand Prix – Integrated.
O legal desta campanha é que ela realmente criou uma força de mobilização enorme. Isto não é fácil, principalmente quando tem uma marca na história.
Outro ponto é que campanhas realmente integradas deixam as pessoas falarem. Integração não é apenas divulgar uma mesma idéia em vários canais, mas reunir ou realmente "integrar" uma grande quantidade de idéias e mensagens parecidas. Nesta caso a luta contra o câncer.
Além disto, eles criaram um novo meio de divulgar e espalhar mensagens.
Sobre o #Brasil, nossa participação nestas categorias é sempre "invisível", muito se deve ao nosso modelo de publicidade que é "único"(uhuuh...velho e burro tb). Ok, isto fica para um próximo post.
terça-feira, 22 de junho de 2010
#adsoftheworld no clima da #integrated em #Cannes - mostra alguns cases show de bola.
O site #adsoftheworld que reune peças interessantes de todo o globo, entrou no clima da categoria mais importante de #cannes e postou vários cases muito legais.
http://adsoftheworld.com/
Para quem gosta de planejamento, indico prestar atenção nas peças de #integrated. Representa a categoria que mais destaca a ação de "contar estórias/histórias".
Problema do Briefing
Solução Criativa
Execução em vários meios
Resultados
Separei alguns : clique na imagem para visualizar


http://adsoftheworld.com/
Para quem gosta de planejamento, indico prestar atenção nas peças de #integrated. Representa a categoria que mais destaca a ação de "contar estórias/histórias".
Problema do Briefing
Solução Criativa
Execução em vários meios
Resultados
Separei alguns : clique na imagem para visualizar


domingo, 20 de junho de 2010
O choque de gerações na Copa de 2010. Galvão Bueno e Tiago Leifert. Efeitos da revolução da comunicação digital na mídia de massa.

A Copa de 2010 trouxe alguns movimentos interessantes para a comunicação, por exemplo: o efeito do Twitter, da mobilização social, o acesso ao stream e outros.
Entre todos estes, um que tenho observado com atenção é o “jogo” de gerações entre a equipe da Globo de Transmissão. Se não notaram, a emissora está bem mais “interativa” nesta Copa.
O melhor é que não é uma interação forçada, ou aquela disfarçada ou “regrada” como notamos em outros episódios. A começar pelo stream de qualidade na integra, também nota-se uma abertura maior para o dialogo e uma descontração jovem e amiga “linkando” redes sociais e mídias de massa.
Uma das tarefas mais difíceis das empresas que querem ser “sociais”, “digitais” ou “interativas” não é a de criar canais. Cadastrar, montar ou produzir conteúdo é algo simples. Agora, ser realmente relevante, interessante/cool e chamar para o diálogo é o que realmente gera o movimento na rede e se brincar nem 5% fazem.
E não é por nada não, mas a Globo está chegando bem perto com esta equipe da Copa. Não sei o que houve, mas nota-se a presença forte de personagens que são realmente nativos digitais trabalhando em conjunto com os migrantes digitais que estamos acostumados.
O Tadeu Schmidt já fazia um excelente trabalho no Fantástico tentando levantar um programa que tinha um modelo antigo e contando com um dos quadros mais comentados, começou a investir em duas linhas: uma é a diversão/descontração e a outra é a participação do telespectador.
Ele consegue passar daquela narração de Gols dura e mecânica para uma cheia de opiniões pessoais, entonação humorada e uso de palavras mais comuns no dia-a-dia, que acabam chamando quem assiste para se identificar e interagir com a informação.
Uma prova viva daquela velha história que ninguém gosta de se relacionar com robô. Frase que vale para muitas empresas ditas “sociais” que criam Twitter para ficar noticiando que fizeram isto ou aquilo, não seguem ninguém e quando alguém faz uma reclamação fingem que não escutaram... #fail.
Voltando para a Globo, outro personagem que está dando #show é o Tiago Leifert. O jogo de comentários entre o Galvão Bueno e ele durante as transmissões da Copa tem gerado uma nova dinâmica no que estávamos acostumados. Ali, você percebe claramente o choque de gerações funcionando para deixar algo mais criativo.
O caso do “Cala Boca” que eles deram uma bela resposta, chegando a mostrar o vídeo e fazer graça deles mesmos é um ótimo exemplo. Eles estão oferecendo mais opinião, diversão e personificação da mensagem para um novo tipo de telespectador.
A maioria dos usuários usa a internet através de redes sociais, ou buscando entretenimento, já a maioria das empresas prefere fazer o teatrinho dos robôs corporativos neste meio. Será que não tem algo desentoando nesta relação?
Ser mais pessoal e mais divertido na internet não irá diminuir vendas, pelo contrário irá mostrar que existe uma pessoa ali por detrás. Pense nisto.
Pra fechar, outro ponto chave é que os personagens são importantes, mas a equipe tem que estar disposta a ouvir e re-pensar seus modelos. Hoje no final do jogo, um dos jornalistas, em link , falou para o Tiago – “olha aqui, como você sempre fala, tem torcedor filmando a nossa equipe, isto é interatividade” (obs:foi mais ou menos isto)
A idéia é mostrar que realmente tem alguém na equipe colocando novas idéias, mas para elas realmente acontecerem todos precisam estar animados com a mudança.
Abraços.
quarta-feira, 16 de junho de 2010
E3 - O que as evoluções do mercado de games têm a ver com o marketing de uma empresa?
O que as evoluções do mercado de games têm a ver com o marketing de uma empresa?
Mais uma Copa do Mundo com a Internet crescendo. A primeira do Twitter gerando um forte movimento em redes sociais e o stream de boa qualidade para uma grande parcela da população. Se você parar e pensar isto gera uma mudança no comportamento das pessoas gigantesco.
Mas o post será sobre outro evento que ocorre nesta semana.
A E3.
Para quem não sabe, este é o maior evento dentro do mercado de games. As maiores empresas do setor mostram o que pretendem lançar durante todo o ano. Surpreender é lei para aquelas que desejarem um aumento nas suas ações e um ano rentável.
Assista este vídeo.
wtf?
Este também.
Onde alguns vêem uma menina brincando e um cara desajeitado pulando, outros vêem o futuro da interação em telas verticais.
A agência que trabalho foca em inovação, toda ação nossa não deve parecer com outra que montamos anteriormente. Fomos um dos primeiros a trabalhar com ambientes de telas na vertical através de Touch-Screen e este novo modelo de mapeamento apresentado para games irá abrir um leque de ações muito maior com um custo bem menor.
O Touch-Screen é caro e limitante devido ao aparato físico necessário, já este modelo tem um limite físico mais flexível, além de que a tecnologia só começou, com o aperfeiçoamento de pontos podemos transformar os ambientes de vendas em verdadeiros ambientes virtuais que não seriam limitados pelo físico (lembra da cauda longa?), mas vastos como ambientes digitais, com um custo bem inferior.
Vamos ao exemplo do livro que já falei em outro post.
O livro por ser um produto físico ocupa um lugar na prateleira que envolve custos como aluguel, luz, pessoas e outros.
Já o livro virtual em um site é apenas alguns bytes no servidor com custo bem menor.
Assim, enquanto na livraria física cada livro teria um custo unitário de 10x, na livraria digital online o custo para expor aquele livro seria 1x. Agora imagina um ambiente de compra meio físico/meio virtual utilizando esta tecnologia, poderiamos baixar o custo para 5x e oferecer uma experiência bem mais excitante.
Só viajando. T+
Mais uma Copa do Mundo com a Internet crescendo. A primeira do Twitter gerando um forte movimento em redes sociais e o stream de boa qualidade para uma grande parcela da população. Se você parar e pensar isto gera uma mudança no comportamento das pessoas gigantesco.
Mas o post será sobre outro evento que ocorre nesta semana.
A E3.
Para quem não sabe, este é o maior evento dentro do mercado de games. As maiores empresas do setor mostram o que pretendem lançar durante todo o ano. Surpreender é lei para aquelas que desejarem um aumento nas suas ações e um ano rentável.
Assista este vídeo.
wtf?
Este também.
Onde alguns vêem uma menina brincando e um cara desajeitado pulando, outros vêem o futuro da interação em telas verticais.
A agência que trabalho foca em inovação, toda ação nossa não deve parecer com outra que montamos anteriormente. Fomos um dos primeiros a trabalhar com ambientes de telas na vertical através de Touch-Screen e este novo modelo de mapeamento apresentado para games irá abrir um leque de ações muito maior com um custo bem menor.
O Touch-Screen é caro e limitante devido ao aparato físico necessário, já este modelo tem um limite físico mais flexível, além de que a tecnologia só começou, com o aperfeiçoamento de pontos podemos transformar os ambientes de vendas em verdadeiros ambientes virtuais que não seriam limitados pelo físico (lembra da cauda longa?), mas vastos como ambientes digitais, com um custo bem inferior.
Vamos ao exemplo do livro que já falei em outro post.
O livro por ser um produto físico ocupa um lugar na prateleira que envolve custos como aluguel, luz, pessoas e outros.
Já o livro virtual em um site é apenas alguns bytes no servidor com custo bem menor.
Assim, enquanto na livraria física cada livro teria um custo unitário de 10x, na livraria digital online o custo para expor aquele livro seria 1x. Agora imagina um ambiente de compra meio físico/meio virtual utilizando esta tecnologia, poderiamos baixar o custo para 5x e oferecer uma experiência bem mais excitante.
Só viajando. T+
domingo, 6 de junho de 2010
Dois vídeos que irão mudar seu conceito de trabalho.
Bem vindo ao Séc. XXI.
Nós que estamos neste espaço de tempo não vamos perceber, mas as pessoas daqui uns 200-500 anos irão ver os 2000+ como a época das revoluções que moldaram a sociedade "futurística?? .... 2500+".
Nós que estamos neste espaço de tempo não vamos perceber, mas as pessoas daqui uns 200-500 anos irão ver os 2000+ como a época das revoluções que moldaram a sociedade "futurística?? .... 2500+".
sábado, 5 de junho de 2010
Comunicação Integrada - Muito longe da realidade por falta de comunicação entre as agências.
Este bom texto do webinsider - Realmente existe comunicação integrada? -trata de um assunto que está na #moda dentro das agências.
Também tenho um opinião sobre o assunto:
Convergência de Mídias
Documento com o objetivo de lançar uma discussão sobre a convergência de mídias que afeta o mercado publicitário recentemente e como podemos aplicar ações realmente integradas aos clientes.
Diversificação de espaços
A diversificação dos espaços de comunicação com a evolução das mídias digitais, fez com que os consumidores de mídia estejam em vários locais diferentes ao mesmo tempo. As opções de comunicação que antes se restringiam a espaços na mídia de massa e ambientes físicos multiplicaram para espaços virtuais e um desmembramento maior das formas tradicionais.
Esta realidade pediu uma reorganização nas indústrias de comunicação como um todo. Gravadoras, estúdios de cinema, jornais/televisão e a publicidade estão revendo sua forma de trabalhar. Assim, surgem diversas tendências e a que mais tem apresentado resultados é a da “narrativa transmídia”.
Esta tendência busca uma integração entre os mais variados canais, mas diferente da integração normal onde uma mesma mensagem é apenas repetida em diversas mídias. A narrativa transmídia prega que cada meio tenha fragmentos da história únicos que se conectem em uma história maior.
Aplicação da Transmídia na comunicação.
Recentemente são diversos os exemplos de transmídia na comunicação.
No cinema observamos o lançamento de filmes seguidos de sites ou jogos que prolongam o ambiente da estória, criam-se quadrinhos ou vídeos web que contam pedaços anteriores da narrativa, tudo isto para situar o consumidor de mídia no “ambiente do produto” e não apenas naquela história com começo/meio/fim bem delimitados.
Isto vale também para todas as indústrias como música e televisão que usam a internet e redes sociais para divulgar mais informações sobre suas produções e manter o usuário interessado nas suas dinâmicas.
Um dos cases mais reconhecidos do uso transmídia na comunicação é a do filme Matrix que revolucionou a forma de contar histórias, ampliando o ambiente do filme para além do cinema.
A trilogia de filmes, o game Enter The Matrix e as animações de Animatrix, funcionavam como um quebra cabeça para a estória maior que os criadores queriam contar. Por exemplo, a personagem Niobe que no filme tem papel secundário, no game é apresentada como principal desempenhando ações que possuem reflexo no filme e isto vale para as animações também. Isto faz com que diversas partes da história estejam em mídias diferentes e chamem os usuários para consumirem os outros produtos da franquia como também faz com que as pessoas saiam de uma posição passiva de receptores para exploradores do ambiente.
Transmídia na prática.
Esta tendência é fácil de entender, mas colocar em prática envolve uma série de variáveis como a questão da integração multidisciplinar, o esforço para manter o interesse e outras. A estória a ser contada pode ser única, mas os meios são diferentes e pedem características próprias, um game e um filme pedem formas de narração únicas e equipes com especialidades diferentes para manter o usuário interessado. Neste ponto entra a maior falha nesta integração que é a comunicação entre as equipes. Dinâmicas como “faz o seu que eu faço o meu” ou ainda “o meu é mais importante, segue o que eu falo” não funcionam.
No filme Matrix, as reuniões de pauta envolviam todas as equipes, os profissionais do game tinham acesso as filmagens, e todos os envolvidos na animação também tinham acesso aos autores da estória, como também liberdade para trabalhar.
Transmídia na propaganda.
O mercado publicitário também acolheu esta mudança, em todo o mundo e mais recentemente no Brasil. Todo o dia são noticiadas que várias agências procuram se integrar nas mais variadas disciplinas. Apesar disto, salvo poucas ações, a maioria das integrações no mercado ainda são pouco efetivas na construção e atração do cliente para o ambiente da marca.
O que acontece é que ainda falta dialogo entre as agências especialistas. Reuniões de Brainstorm entre os vários profissionais especializados raramente ocorrem, dentro dos clientes também o marketing acaba separado entre agências diferentes que não se dialogam nem tentam manter uma relacionamento mais aberto para oferecer algo realmente integrado.
O que se observa bastante são ações que caminham para um lado na tradicional e para um outro totalmente diferente no digital. Deixando o consumidor confuso e perdendo a potencialidade da narrativa transmídia de incentivar o “pulo” entre os meios.
Algumas soluções.
Algumas empresas ou grupos de agências desenvolvem internamente os chamados departamentos de convergência, que tem por objetivo unificar estas diversas ações, ou ainda colocar os profissionais para dialogarem e proporem soluções juntos.
Criar reuniões quinzenais ou semanais de convergência, colocando em pauta como atender melhor os clientes em comum, também já é uma prática entre os grandes grupos de comunicação, empresas diferentes, com especialidades diferentes que se reúnem para pensar em conjunto.
Conclusão.
A conversa e o compartilhamento de informações, briefing em conjunto, seção de brainstorm para os clientes entre os parceiros que atendem em conjunto, ações como estas devem ser adotadas como uma prática regular para que uma real convergência realmente aconteça nas ações. Mudar um pouco a política do “faz aqui que eu faço ali”.
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