quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Publicidade em 2009 - Algo mudou ...

Eu criei este blog, há quase 2 anos atrás, pois acreditava que a internet podia ser mais do que era na época e que a comunicação precisava mudar para receber este novo ambiente.

Hoje, estamos em 2009, com os primórdios destas mudanças ocorrendo, este ano é marcante e será lembrado como o inicio de uma nova forma de produzir publicidade.
























Esta imagem retrada bem esta mudança e no blog coloquei alguns
vídeos interessantes: /2009/09/novo-consumidor-novo-mercado-novas-formas-das-empresas-comunicarem/

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Espiral Positiva do Mercado - Ajude a mudar, que melhora para todos...


Esta semana está difícil parar e escrever algo no blog, e olha que se tivesse um tempo... escrevia aqui todo dia.

O mercado goiano de internet está dando um "up" bem legal, semana passada e nesta fechamos alguns projetos, iniciamos a atender como agência alguns clientes, oferecendo o diferencial de colocar interatividade no centro da estratégia.

O próprio mercado pede esta mudança, tem cliente que já fala que está cansado de pagar caro por jornal e receber pouco, enquanto o pouco que ele faz na web gera um retorno mais perceptível.

Uma real integração, colocando a interatividade no centro e usando os outros meios apenas como suporte, isto quando necessário.

Não existe mais meio on-line ou off-line, existe interação. E a real integração está em usar um meio chamando para o outro e contando uma estória. Não existe esta de agência 360°, como diz o Alphen,

O mercado está receptivo a fazer, mas ainda não está à pagar o que vale, devido ao próprio tema do post de hoje. Pagando menos a gente não pode ainda bancar uma grande equipe, do jeito que tem que ser.

Eu divido meu tempo entre prospecção, (que gosto muito), planejamento (sou bozinho nisto ;p), geração de conteúdo (bloguero - quebra galho) e mídia online(outra parte q sou viciado).... ah, e ainda tem a gestão de projetos, que sério, toma muito tempo e eu não tenho paciência.

Ou seja sobra tempo para nada, mas é aquilo, você aprende muito, fica realmente bom. Isto é a parte interessante de trabalhar em pequenos grupos. Só não faço produção e layout, pois não tenho habilidade para isto.

Queria trabalhar com uma equipe maior, mas agora que estamos saindo de uma espiral negativa que dominava a área web.

O mercado é um ambiente, cada ação de uma empresa, ou outro participante qualquer, tem um efeito, não apenas na relação empresa-cliente, mas em todos os participantes da cadeia.

O que chamamos de espiral negativa é a realização de uma série de eventos que puxam a mudança do mercado para baixo.

Por exemplo, uma empresa deseja fazer um site, nisto aparece alguém que cobra "o completo" por R$500,00 , esta empresa passa a ter seu espaço na web e divulgar para os "conhecidos", assim um amigo também empresário, deseja fazer um site, mas ele quer melhor, irá fazer com uma "empresa", mas o melhor dele é no máximo R$ 1000,00.

Resumindo, assim a ação do primeiro indivíduo afetou o mercado como um todo, nivelando o preço para baixo, e como o mercado joga um preço médio baixo, manter um equipe completa, com bons profissionais torna-se muito díficil

A idéia é sair da Espiral Negativa e colocar o mercado em uma Positiva, ou seja fazer ações que no mercado tenha um saldo positivo.

Alguns poucos falam que sou arrogante, com minhas idéias, mas esta forma de quebrar pre-conceitos é necessaria, falando de" sites folders", "ctrc/ctrlv", "achismos" e outros e repetindo "over e over", pois não afeta apenas a empresa e seu cliente, afeta o mercado como um todo.

Vamos a um exemplo prático: Uma agência tradicional realizou um site para um cliente, pegou o belo material gráfico e realizou várias animações em flash no site, com diversos elementos e recursos. Ficou lindo e o cliente também gostou, a agência entrega o projeto e deixam lá algum tempo. Passado alguns meses o cliente volta, falando que o site estava ótimo, mas não estava dando o resultado esperado, pois era pesado e diversos outros fatores.

Ou seja, este é um cliente que investiu pesado e não teve retorno, ele vai achar que internet é gasto e ainda vai espalhar para seu networking que pagar muito por site é "furada", melhor ficar no de R$500,00 mesmo. Ou seja voltamos para o espiral negativo novamente...

Então quando sou chato, falo de folder ou dos trabalhos fracos, não estou falando mal, é pq seu trabalho mal-feito afeta o mercado, não deixa eu formar minha equipe de interativos. ;p e também não vou precisar trabalhar os traumas dos clientes, com projetos web passados.

Para mudar: sabe aquele site de R$500,00 que você fez e nunca mais viu o cliente??, chega nele, pergunta se deu resultado, ele vai falar que não.

Investe um tempo seu, dá uma melhorada, estuda, procura formas de gerar fluxo e converter em vendas e depois pergunta pra ele se melhorou, se ele falar não de novo, volta e faz o processo novamente....até ele chegar em você e falar: "nossa, o que você fez??, estou recebendo muitos contatos vindo do site. o que mais você acha que a gente deve fazer? "

Isto já é um cliente que acredita em internet, e isto afeta positivamente o mercado.

Pense nisto, me ajuda, que estou cansando de ser o chato, ;p.

domingo, 20 de setembro de 2009

6 conselhos para o futuro da comunicação ....

Este é o Material do Lent da 21° Festup, confiram que é realmente muito bom.
Este são os seus seis conselhos, discordo um pouco do 1° pois acredito que o futuro já começou, mas concordo que devemos entender o modelo atual, para questionar algo é preciso entender muito dele.

Seis conselhos do @lent
1- Conheça como funciona o negócio hoje, o futuro ainda não chegou.
2-Conheça como o negócio vai funcionar amanhã, o futuro chegará
3-Pela primeira vez em décadas o mercado está mudando, isto assusta quem está ai, mas cria novas oportunidades.
4-o jovem conhece melhor e está mais acostumado com o novo, use isso a seu favor
5-Aprenda com os mais experientes, invente o novo, crie novas áreas.
6-Incentive a inovação, a mudança é nosso sangue vital, a estagnação é nosso canto fúnebre.





Outro ponto que gostei na apresentação é que no futuro, a base da comunicação será a interatividade, ou seja, as empresas trocarem informações com seus consumidores, os veículos produzirem conteúdo a partir dos próprios leitores. E não como hoje, nesta via em que apenas um fala, apenas um é criativo.

As agências precisam ser mais interativas, colocar ações interativas no centro da estratégia e usar os outros meios apenas como auxilio.

Aqui em Goiânia já plantamos esta semente.
Nesta semana... já iniciamos a atender a conta total de um cliente, com o foco em interatividade. Isto é mudança, isto é possível.

sábado, 19 de setembro de 2009

A escola tradicional "mata" a criatividade.


O mundo moderno deseja inovação, na verdade não é nem desejo, é necessidade, ou as empresas inovam, mudam seu jeito de produzir e gerar valor, ou outro virá e roubará seu mercado, com uma forma mais eficiente.

Isto é fato, vivemos numa época de meritocracia, isto vale para pessoas, como também para empresas, cada vez mais, quem sobe, ou quem consegue alguma visibilidade fez por merecer.

Isto é ótimo, pois incentiva uma evolução constante da humanidade, quem deseja parar, ficar no mesmo, se reduzir a uma visão e ficar ali para sempre , acaba de perder seu valor para a sociedade.

Um dos modelos, que acredito, ajudam a manter a falta de mudança é a educação tradicional, o modelo de jogar informação e obrigar através de provas a checar se o aluno entendeu, é falho quando falamos deste novo cenário.

Existe evento mais sem sentido na vida de uma pessoa que a época do vestibular? Um monte de informação praticamente compactada nas mentes dos jovens, para serem usadas em um episódio e depois serem jogadas foras?

Ou o ensino superior que cada vez mais, forma vários professores universitários, mas poucos profissionais?

Aprendemos a aplicar métodos e modelos, utilizar ferramentas para gerar produtos.
Os mesmos que uma massa de outros estudantes aprendem..... mas não aprendemos a realmente pensar em seu funcionamento na prática, ou como mudar estes processos em algo mais inovador.

1-Alguns gostam de usar o que já foi feito e se dão bem no mercado, fazendo aquilo que muitos antes deles fizeram, sem perguntar se está certo, ou não.
2-Alguns encontram formas de criar algo novo, ou reinventar o que fazem por não gostarem do que lhe é proposto, estes encontram algumas resistências no mercado, o que é normal, eles também conseguem se sair bem, e se você está hoje vivendo em sua casinha confortável e não em uma caverna, agradeça a estas pessoas. ;)
3- Existem outros que não se adaptam aos modelos e também não conseguem aplicar seu principal talento, e vivem um pouco a margem.

Todo mundo é talentoso, mas ele precisa de um ambiente para aflorar, se o ambiente o corta, ou direciona para algo que não é de seu talento, ele acaba de "matar" uma potencialidade.

A escola, algumas empresas, famílias e várias outras instituições em seu modelo tradicional, cortam os talentos das pessoas, por não conseguirem identificar, ou desenvolve-los.

A educação atual é um modelo de industrialização de mentes, passa o jovem na linha de produção, jogam uma informação na cabeça dele, checam se está la dentro e passam para o próximo.....

Está na hora de rever? Na verdade, já passou...

Abaixo um vídeo que acho bem legal sobre o assunto:





E para acabar.... nós que trabalhamos com internet, estamos numa fase de quebra de uma situação. O jeito de trabalhar comunicação web mudou de 2 anos para cá, não existe mais amadorismo e quando tentamos mudar uma situação, barreiras sempre aparecem, pois nem todos querem mudar se profissionalizar e oferecer mais para os clientes. Achei um texto legal que fala bem de algumas quebras importantes:

1- Não Jogue tudo na mão do “sobrinho”
2- Não Transforme o site na versão eletrônica do seu folder comercial
3- Quando o site estiver no ar, não se esqueça dele
4- O site não é a própria propaganda.

Link - Seu pré - conceito pode estar atrapalhando seus lucros na web

Se você trabalha com web, ou seu site não segue algumas destas frases, você está precisando inovar seu conceito de ação interativa, pois alguém irá te passar.

Pense nisto.

sábado, 12 de setembro de 2009

Os arrogantes da geração "Y"


Os publicitários nascidos na década de 80, ou os famigerados criativos da geração “Y” estão chegando ao mercado. Diferente de sua geração anterior, estes jovens tiveram contato cedo.... com novas ferramentas de comunicação.

São novas ferramentas que permitiram uma flexibilidade da mensagem, elas trazem o fim dos meios fechados, ou os enlatados empurrados por uma indústria de modelo antiquado.

Revolucionários?

Arrogantes?

Talvez. ;/
Quando se deseja mudanças é preciso falar, questionar e mobilizar.

Nem sempre isto agrada a todos, alguns preferem manter seu modelo, suas crenças.

Na verdade isto acontece em todas as áreas, não apenas na publicidade, jovens com novas idéias batem de frente com velhos modelos, e os profissionais das outras gerações se dividem em dois grupos, aqueles que escutam e procuram absorver e os que não escutam e ainda acreditam que os jovens devem aprender com os mais velhos, "ouvindo calados".

Para os amigos do segundo grupo, apenas uma dica, vivemos numa época de compartilhamento, se você quer ser ouvido, passe a ouvir também. O jovem “Y” tem muito acesso a informação ele chega com idéias novas, coisas que acontecem pelo mundo. Sua experiência de anos no dia a dia, pode ser ótima, mas saiba escutar o jovem, que assim ele irá te escutar também, e os dois podem aprender muito juntos e não o contrário.

A velha educação de um professor “vomitar” um monte de informação em cima dos alunos merece ser revista, assim como também o aprendizado prático. Morreu, o veja eu fazendo e repita...

Na publicidade, o que mudou?

A Big Idea perde força, é preciso criar mais envolvimento, contar uma história flexível para os clientes e os deixar participarem da ação.

Isto acaba com modelos que ainda hoje são defendidos por alguns, que achar um diferencial, e comunicar de uma forma criativa em diversos meios é o resultado certo.

Na verdade, não falamos que o modelo antigo é pior, nada disto. Na verdade a sociedade mudou e acreditamos que simplesmente ele também tem que mudar.

Eu não quero participar de uma publicidade mentirosa que coloca famosos para vender produtos, que sabemos que eles não usam. Uma publicidade que oferece falsas promessas, ou cria mundos irreais só para vender algo. Acredito que podemos ser mais útil para as pessoas. Como tudo na vida, oferecer realmente algo de valor para os consumidores e receber algo em troca.

Aos que falam e repetem sempre que somos arrogantes...
Não estamos certos. Apenas pensamos diferente.

Se te incomoda tanto..... em vez de ficar falando que os outros são arrogantes, estudem e coloquem estes arrogantes na corda-bamba, testem as idéias deles e defenda as suas.

Pois ficar falando que os outros são arrogantes e "se acham" e repetindo isto "over e over" apenas mostra a sua mediocridade.

Pense nisto.

Se o que falo te incomoda, me mande um e-mail, raplacerda@gmail.com vamos conversar, me add no twitter tb twitter.com/raphaelac defenda suas idéias, o que você acredita?

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Equipes menores - mais ágéis e mais inovadoras.


Quem acompanha o blog, sabe que gosto de falar sobre gestão, principalmente dentro de agências de propaganda, pois é um tema pouco abordado na faculdade e que considero de fundamental importância, tanto para oferecermos soluções eficazes para nossos clientes, como também ter maior retorno financeiro com o que fazemos.

Lendo alguns feeds na internet achei um texto interessante que fala sobre a inovação em pequenas empresas e sua comparação com as grandes.

Sabia que empresas menores possuem mais patentes por funcionários e suas inovações possuem mais importância tecnológica do que as maiores?

Barreiras que impedem a inovação dentro das grandes empresas são: a burocracia e o foco em tarefas.

Uma idéia para virar inovação, precisa passar por diversas análises e departamentos até receber os recursos necessários. Na maioria das vezes emperra em algum ponto e nem avança.

Outro ponto é que o colaborador dentro de uma empresa com muitos processos perde a noção do todo, ele executa determinada ação, mas não consegue visualizar o produto final. Como ele só enxerga etapas próximas, suas idéias são limitadas, ou afetam negativamente outras etapas da cadeia, sendo dificilmente aprovadas.

Uma solução para esta realidade é a adoção de uma visão sistêmica da empresa, entender a unidade de valor como um todo e passar esta cultura para todos os funcionários.

Não adianta fazer bem apenas uma etapa, é preciso entender o completo, para que realmente seu trabalho tenha alguma influência no todo. Não adianta apertar bem o parafuso, se o parafuso era ruim. Seu trabalho fica incompleto do mesmo jeito.

Dividir os processos/clientes/produtos por equipes/núcleos menores e autônomos, também é uma solução, pois assim como pequenas empresas, o funcionário consegue uma visão maior do processo que está envolvido e as fases também diminuem drasticamente.

Nas agências, as vezes os profissionais são condicionados a se especializar e perdem a visão do todo. São ótimos diretores de arte, mas sempre esperam o job chegar, sem preocupação de onde ele veio, ou esperando a redação mandar o texto, para finalizar e depois mandar para o mídia.

Ele mesmo, só vai ficar sabendo o que resultou, quando ver a publicidade na rua. Assim continuamos em modelos publicitários de gestão dos anos 60.

Mas também existem soluções para isto, várias empresas de propaganda, adotam modelos ágeis, dividindo as equipes em grupos menores que tenham maior contato e trabalham mais integradas.

Assim um diretor de arte, em vez de trabalhar numa sala cheia de diretores de arte, trabalha ao lado de um roterista,um planejamento, mídia, todos cuidando do mesmo job.

Trabalhar mais a idéia de projetos/equipes de projetos dentro das agências, esta é uma tendência que a internet trouxe para nossa área.